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5 de setembro de 2012

Pedreiros da Marvel, Paralimpíadas e Adriano, estátua de imperador


No mês passado um acidente impressionante deixou muita gente de boca aberta: o sujeito caiu do andaime numa obra do Rio de Janeiro e  um vergalhão atravessou seu crânio. Felizmente não houve maiores danos ao trabalhador. Ontem um outro pedreiro, na Bahia, foi vítima de uma bala perdida: o projétil acertou sua cabeça e deixou apenas um ferimento superficial. Três hipóteses: milagres em série; apocalipse zumbi confirmado ou, vai saber!, trata-se de pedreiros da linhagem Wolverine.
Mudando completamente de assunto, as Paralimpíadas estão acontecendo e ninguém parece dar a mínima. Ela não consegue mobilizar os media com a mesma força das Olimpíadas. Uma pena, porque,não contando o fato do Brasil apresentar melhor desempenho naquela do que nesta, as Paralimpíadas dão exemplos inestimáveis de superação pessoal! Comentava com um amigo outro dia: parece que os atletas escolhem os esportes mais desafiadores, aqueles para os quais a falta de um membro representa uma dificuldade aparentemente paralisante. Será que o Adriano, nas suas inúmeras folgas, tá acompanhando os jogos?

Bruno Silva

9 de agosto de 2012

A Poética do Amadorismo



Saudade, sentimento lusitano, dos campeonatos cariocas de tempos pretéritos: do amadorismo, das blasfêmias contra as torcidas, da provocação sadia ou não e até rebolativa (Edmundo contra o Botafogo no Carioca de 1997...e o Vasco perdeu!). Nostalgia-me o futebol-pelada dos estádios pequenos em fim de ruas estreitas, de calçamento duvidoso e buracos precisos. Negócio bem diverso deste profissionalismo insosso, do clube-empresa-sociedade anônima e de jodagores padronizados vendidos por preços fora do padrão (e dos craques antigos vendidos à preço de banana!). Penso no amor à camisa e no jogo atravessado por outros jogos de linguagem, mais afeitos ao cotidiano e à caricatura de nossas personalidades esquisitas. Quem estava consciente nos anos 1990 ainda viu a décadence da decadência. Mas é por um decadentismo - da melancolia como prazer de estar triste - que eu filtro esse olhar ao passado, visto e reconhecido como uma poética da proximidade (talvez me enterneça o Botafogo por isso). Tempos de finais como provações e de "times de chegada" substituídos por campeonatos de pontos corridos, por prudência eficaz mas imbela e equipos menos técnicas que exército-táticas mais à abutres análogas (acho que prefiro a Libertadores e a Copa do Brasil! mas até lá estes times têm vencido...). Até o Barcelona já me enfastiou um bocado, com sua obsessão pela bola que tem faltado pelo gol. A seleção brasileira: um agregado de individualidades isoladas, nada além. Torço pelos times que ainda jogam futebol e não algo parecido. É meu critério, um pouco difícil de pôr em prática ultimamente, mas eu prossigo tentando.

Pareço amargurado...mas, acho, só estou saudoso.

Walter Andrade

24 de novembro de 2011

Pulseiras do equilíbrio, fórmula 1 e tal...

As famigeradas "power balance" estão prestes a sumir de vez. A empresa espanhola responsável pela fabricação possivelmente cerrará las puertas após condenação por fraude: uma cifra de 42 milhões de euros. Para a "surpresa" de muita gente, o adereço não tinha as propriedades alegadas pelo fabricante. Algumas celebridades aderiram ao uso. Eis a lógica: Cristiano Ronaldo, jogador do Real Madrid, utiliza (ou utilizava) a pulseira = o rendimento do atleta é espetacular = a pulseira é boa; Rubens Barrichello utilizava a pulseira = desempenho ruim (apesar da culpa sempre, ou quase sempre, recair no desequilíbrio do carro [que não usava a pulseira]) = a pulseira atrapalhava. Pela não contradição: a pulseira simplesmente era inútil. Não precisava nem de ciência para a conclusão.
Falando em Barrichello, Felipe Massa andou dando declarações que repercutiram. O nosso Zacarias de macacão afirmou ter dado conselho para o Barrichello parar de correr esse ano. Além de demonstrar pouca percepção dos fatos (o Barrichello já não corre há vários anos!), deu provas da sua imensa falta de auto-crítica: daqui há uns anos será a vez do Bruno Senna dar o conselho pro Massa, e a piada será a mesma.
Falando em piada, parece que o Bruno Senna terá que disputar a vaga deixada provisoriamente aberta por Kubica com o Barrichello (se ele, Barrichello, não der ouvidos ao Massa, e continuar dando-os ao Galvão Bueno).
Falando em Galvão Bueno: Cala a boca, Galvão!

Bruno Silva

29 de setembro de 2011

Brasil versus Argentina; os dois versus o gramado ruim

O jogo entre Brasil e Argentina revelou algumas coisas e reiterou outras tantas. Primeiro: boa parte do que temos de bom no futebol nacional deixa de ser aproveitada. É preciso que seja obrigado por regulamento para que a seleção dê espaço aos que estão jogando muito nos seus times: Borges, Cortês, Jeferson, Lucas (na titularidade), Diego Souza e outros mais. Sem a pressão maciça dos empresários, a coisa até que funciona melhor! Segundo: o comentarista Casa Grande tem cujones para falar o que pensa e não se esconde atrás do cada vez mais lamentável Galvão Bueno. Terceiro: a continuar assim, a seleção vai ter que convocar atletas do futebol de praia, pois o gramado era areia pura. Por fim, o Neymar precisa começar a escutar as gravações das transmissões em que o Casa Grande comenta, e o Ronaldinho joga demais! É preciso comentar, também, a força que a torcida demonstrou, fazendo festa a todo instante!

Bruno Silva.

9 de junho de 2011


Porque se uma imagem diz mais que mil palavras, duas devem dizer pelo menos dois mil e onze!

Walter Andrade

27 de abril de 2011

ESPORTES - De Volta para o Futuro...


Quando achamos que hoje todo jogador é mercenário, que a tal profissionalização do futebol tirou o lado bom do amadorismo, isto é, o amor à camisa, eis que ao menos uma exceção nos enternece: Juninho Pernambucano, que volta ao Vasco recebendo um salário-mínimo... (simbólico mais-que-tudo, e já que se tem de receber algo por trabalhar). o jogador só aceitou receber boas premiações de acordo com o bom desempenho do time no campeonato brasileiro, posto que por sua idade avançada (36 anos) não sabe se terá condições de atuar em alto nível (acreditamos que sim, já que sempre se cuidou fisicamente e sempre foi disciplinado). Exímio cobrador de faltas (além de ótimo passe e visão de jogo, boa marcação, vibração...), até um cientista se interessou por ele, trata-se de Ken Bray, físico inglês, que chegou a fazer um estudo e o considerou o maior do mundo em cobranças de falta (para quem duvida, assista no fim da postagem a uma cobrança magistral quase sem ângulo que parou no ângulo!). Juninho pediu já duas bolas do brasileirão para ir se acostumando, já que só poderá jogar pelo Vasco em agosto, quando abre a janela para as transferências externas. Havia declarado - como se precisasse! - ser Vasco, e que só jogaria no Brasil novamente pelo Gigante da Colina, articulando agora suas palavras em atitudes. A própria trajetória no futebol remete ao esporte no passado: só jogou pelo Sport (1993-1994), Vasco (1995-2001), Lyon (2002-2008) e pelo Al-Gharafa (2009-2011). Foi multicampeão por onde passou (o Lyon nunca havia conquistado o campeonato francês antes dele, com ele conquistou nada menos que o Hepta!). Para prosseguir no passado, o caso ainda lembra o de Pelé, que quando voltou ao Santos jogou "de graça", segundo o mesmo salientou criticando - lembrança inversa - a Ronaldinho "gaúcho", que disse num dado momento que queria voltar ao Grêmio, para compensar a saída conturbada, e que jogaria "até de graça" pelo time que o revelou; como se viu, apenas palavras vazias de sentido...

As boas-vindas ao eterno reizinho de São Janu!

 

Por um vascaíno muito feliz: Walter Andrade

10 de abril de 2011

Fórmula 1 / 2011: grande prêmio da Malásia (sem chuva e com emoção).

Um alemão liderando do início ao fim, um Barrichelo tendo problemas com o carro e abandonando a corrida, uma ferrari atrapalhando a vida de um piloto brasileiro... a fórmula 1 continua a mesma? De jeito nenhum! As expectativas foram confirmadas na corrida da Malásia: ultrapassagens, brigas durante a corrida, estratégias de pit stop definindo posições... Uma corrida viva até o fim, que já nos faz esperar um campeonato emocionante em 2011!

Uma piada do minuto: Mark Webber entra na sala da diretoria de sua equipe e desabafa:
- olha, assim não posso continuar correndo!
- Mas, Webber, já se esqueceu? "Red Bull te dá asas"!
- É, mas eu também preciso de kers!

Uma reflexão do minuto: em alguns carros, a asa traseira faz a diferença; em outros, o kers é quem determina o sucesso. E no carro do Rubinho, é o tacógrafo? rs

Bruno Silva

21 de fevereiro de 2011

1987 - Nunca foi legal. Mas sempre foi legítimo.

Queria escrever sobre o tema, mas qualquer coisa que escrevesse seria uma espécie de plágio desse texto que agora posto aqui, pois resume bem o que penso.

(Texto integral retirado do blog do jornalista José Ilan)



À essa altura, já nem fazia tanta diferença assim.

O título brasileiro de 1987, agora reconhecido oficialmente pela CBF, nunca esteve na galeria física, mas sempre frequentou o bom-senso da cultura popular, acima de paixões clubísticas.



Nunca foi legal. Mas sempre foi legítimo.

A decisão demorou demais. Idas e vindas de uma tal Taça de Bolinhas, atropelamento e morte da ética, desfaçatez dos que rasgaram acordos, tudo se permitiu na longa e injustificada espera.

Mas o reconhecimento oficial tem, pelo menos, um benefício prático: cobre de vergonha aqueles que cinicamente se aproveitaram da situação ambígua para se apropriar de fatos, glórias e símbolos que não lhes pertenciam.

Porque no fundo, todo mundo – até eles – já sabiam.

Com 24 anos de atraso, o Flamengo é declarado hexacampeão do Brasil.

É provável que tão cedo não haja taça. Talvez não haja carreata, festa do título ou comemoração até o sol raiar.

Mas por toda dificuldade e justiça, bem que merecia.

11 de janeiro de 2011



Como diz na legenda da foto ao lado, Ronaldinho está no Flamengo. Uma contratação gigante, como o futebol que possui o jogador em questão.
Muitos estão em dúvida se será boa para o clube, pois é um jogador em decadência e notívago. Para esses digo que, se Ronaldinho tiver nesse contrato com o Fla (se serão realmente 4 anos? Aaaaacho que non...) apenas 8 ou 9 grandes apresentações no ano, já terá feito mais que todo o elenco rubro-negro junto. Como gostam de dizer os comentaristas esportivos, é um jogador "de rara habilidade e que pode decidir um jogo em um passe ou um chute genial."
E existem outros torcedores, e me incluo nesse grupo, que quer só comemorar a contratação de um ídolo e gozar com a cara dos torcedores de outros times. Que chorem.

Apesar de existirem pessoas que irão torcer pelo fracasso dele, pensem antes: Quantos de vocês já se pegaram pensando "a o Ronaldinho no meu time...". Pois bem. Nós rubro-negros não precisamos mais imaginar. Somente ler as notícias do dia.

P.S.: Isso se falar no Thiago Neves, que já me irritou muito quando jogava pelo Flu. Acometido pela esperança besta de toda nação flamenguista em início de ano, ganharemos tudo que disputarmos. Tenho dito.


Thiguim

10 de janeiro de 2011

Estranhezas do futebol: entre a dedada e o chute na cara.



O ano começou igual para mim, que não ganhei na mega da virada, igual para o Felipe Melo, que tomou um vermelhaço depois de dar um chute de sola na cara do Paci, zagueiro do Parma. Para este o ano começou ruim... Ainda na Itália, o jogador Cassano, na estréia em seu novo time, o Milan, deu uma dedada no companheiro de equipe... Mas poderia ter sido pior: e se fosse o Felipe Melo com mania de proctologista?


Bruno Silva

8 de setembro de 2010

(ANTI)ESPORTE: Onde a Ferrari se FIA...

A reunião do Conselho Mundial de Esporte a Motor da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) deu-se hoje, em Paris, na Place de la Concorde.
***
A Praça da Concórdia já teve seus tempos de radicalização, durante a Revolução Francesa, quando foi chamada de Praça da Revolução. A guilhotina lá foi instalada, aterrorizando muitos nobres, degolando até o Rei Luís XVI mas igualmente Danton e Robespierre (pois é isso o terror, aterroriza a todos, até aos dirigentes dele mesmo). Lá havia sido edificada antes de 1789 uma estátua equestre do Rei Luís XV, ornada de baixos relevos evocando as virtudes do monarca: a Força, a Justiça, a Prudência e a Paz. Sua impopularidade, contudo, fez o povo cantar à época de sua inauguração

Ah! la belle statue, ah! le beau piédestal,
Les vertus sont à pied et le vice à cheval.

O que é de fácil tradução ao português:

Ah! a bela estátua, ah! o belo pedestal,
As virtudes vão a pé e o vício a cavalo.

Chegou a ser renomeada Praça Luís XVI, em virtude do retorno do regime monárquico ao Estado. A Revolução de 1830, porém, a rebatizaria de Place de la Concorde. Em 1831, o vice-rei do Egito, Méhémet Ali, oferece à França os dois obeliscos que marcam a entrada do palácio de Ramsés II em Tebas, atual Luxor. O primeiro chegou a Paris em 21 de dezembro de 1833 e é Luís Felipe I quem decide erigi-lo na Praça da Concórdia onde «ele não lembrará nenhum acontecimento político». A principal particularidade da Praça da Concórdia é que ela é delimitada pelo «vazio» em três lados (contrariamente à maior parte das praças que são delimitadas por edifícios de todos os lados): os Campos Elísios, o Jardim das Tulherias e o Sena.
***
É o sonho de todo escritor quando as metáforas se derramam perante ele, e pedem apenas um pouco de talento narrativo para tornarem-se um belo símbolo comunicativo. Aqueles que acompanharam esse resumo onde talvez esteja o principal para o caso atual e cuja atenção se deixou chamar pelos grifos itálicos, já sabem a conclusão desta pequena tirada jornalístico-histórica.

Não houve nenhum acontecimento político revolucionário hoje onde o próprio nome já predizia a conciliação. O que restou foi o vácuo ético por todos os cantos do mundo (para usarmos um sinônimo pouco recorrente nas corridas...). E o vício, bem, o vício vai a cavallino rampante e a muitos cavalos-vapor.

Walter Andrade (A história da Place de la Concorde foi extraída da Wikipédia)

25 de julho de 2010

(ANTI)ESPORTE: Quando a Tecnocracia se enreda com a Vassalagem...

A Ferrari propõe o triunfo da tecnocracia sobre a qualidade e valor do piloto que, mesmo com um carro (relativamente apenas) mais lento, soube defender a dianteira na corrida terminada há pouco, mas que deveria se estender no tempo em debates e, não fosse a "força política" - leia-se a capacidade ferrarista de se colocar fora do regime de legalidade desportiva da FIA, que não lhe pune severamente num caso como esse e que, tacitamente, garante com seu silêncio a continuação de tal atitude antidesportista, antifairplay - enfim, não fosse a "força da politicalha" vermelha, teríamos visto uma parcela do que Senna fazia quando tinha um carro mais lento: dava um show de "direção defensiva", deixando seus oponentes putos porque o não podiam simplesmente passar por cima. Era uma época em que o piloto - e não o carro, e não a politicalha, e não a antidesportividade das equipes - triunfava. Hoje, por uma espécie de "razão de equipe", fora de toda legalidade, vemos a vitória da Ferrari onde devíamos ver a de Felipe Massa (ou de Fernando Alonso, se tivesse ultrapassado Massa no "braço", como um verdadeiro piloto deveria ter a ética de fazer).

Mas parece haver outra razão de fundo, "psico-histórica", pois é a história quem o sugere (como foi sugerida a troca de posições): uma vez vassalos do Sacro Império Romano-Germânico, Módena - cidade que abriga a escuderia de Maranello - continuaria a prestar homenagem à suserania de um "Príncipe das Astúrias". Don Fernando Alonso das Astúrias, da Espanha uma vez dona desse Império, mimado na "corte" da Renault (e sabemos o que aconteceu quando os ingleses da McLaren, sempre ilhados-independentes, negaram a Assonso a vassalagem...), achou de itinerar para a Itália, onde sua dominância dentro da equipe não seria nada mais que a continuação de séculos de dominação dos italianos pelos espanhóis.

Talvez a História sirva para alguma coisa, quando menos, para um uso irônico-crítico, mas isso depende menos da História que do seu narrador...

Aliás, penso que...nosso blog foi igualmente homenageado pela Scuderia Ferrari Marlboro, claro, com a TRAQUITANA realizada no GP da Alemanha!

Walter Andrade

13 de julho de 2010

ESPORTES - Obrigado Dunga

A figura do treinador de futebol muitas vezes é ofuscada pelo brilho de astros maiores (Felipe Melo), cabendo à nós (torcedores críticos) coloca-los em seu locus.
Pedra fundamental na campanha brasileira na Copa do mundo de futebol, Dunga deve ser lembrado com muito carinho por todos.
O futebol brasileiro vivia (?) a contra-mão de sua história, inclinando cada vez mais ao "futebol de resultados" (PARREIRA, 1994 e SCOLARI,2002), de certa forma, seguindo a linha das últimas Campeãs mundias (salvo a França de Zizu em 1998).
No período que o esporte suspira ares de mudança e o Brasil sediará a próxima Copa, o Futebol brasileiro deve ser amplamente discutido, questões como sucessão na CBF e adminstração dos clubes não podem ser esquecidas.
Penso que a figura (O Figura) do Dunga, proporcionou grandes questões ao comandar a Seleção de maneira tão peculiar. Propondo uma metodologia oposta à fracassada seleção de 2006, deixou a Copa de maneira Ridícula no mesmo ponto! Respondendo tardiamente todas as perguntas sobre opções táticas e qualidade do elenco e deixando uma sensação de "que renovação é essa?!".
Que tipo de anfitriões seremos?
Peças para formar um bom time temos, resta saber se continuaremos a jogar "algo parecido com futebol", se teremos como ponto forte a bola alçada na área ou colocaremos a bola no chão novamente!

JG

4 de julho de 2010

ESPORTES - Dunga e Maradona e a (re)invenção de tradições...

A imprensa, grosso modo, precisou esperar a ausência de resultado na Copa para entender que seleção brasileira não é só resultado (?!). É o modo pragmático de se ser filosófico. Estranhezas à parte, teve gente dizendo que "Pelo menos a seleção do Dunga perdeu só de 2x1, enquanto a Argentina de Maradona tomou de 4x0 dos alemães". Bem, é preciso dizer que poderíamos ter tomado de 4x1, não fosse a incompetência holandesa na hora de tornar um ataque de 3 contra 1 em gol... Se tivéssemos jogado contra a Alemanha a história seria outra... De todo modo, o essencial é que Maradona, que não é e nem muito menos pretende ser um técnico estrategista do tipo Mourinho, ciente das deficiências técnicas individuais de seus zagueiros (uma geração péssima deles...) lançou uma formação tática revolucionária: 5-5. Na prática 5 defensores e 5 atacantes. Encantou o mundo, fez muitos gols, e voltou pra casa com o orgulho de ter apresentado um futebol ofensivo, de toque de bola e beleza. E o Brasil? Negou sua tradição ofensiva e mostrou um futebol de defesa sólida e contra-ataques, muito semelhante ao de potências como Eslováquia, Sérvia e Paraguai (com a clara diferença de qualidade técnica de seus jogadores, mesmo ausentando um Ganso, um Ronaldinho Gaúcho...). A seleção de 2010, na ânsia de superar a de 2006, acabou por sair um negativo - no sentido fotográfico mesmo -, tanto de seus acertos, como os títulos da Copa América, das Confederações e das Eliminatórias, como a queda nas mesmas quartas-de-final da Copa do Mundo.

Falamos de tradições ofensivas do futebol argentino e brasileiro, e então uma coisa deve ser dita. As tradições não são essências, são inventadas, no curso da história, e nesse caso Dunga tentou lançar uma tradição nova no Brasil: a da defesa e contra-ataque. Parece-me que o povo brasileiro no geral não queria que essa tradição vingasse, e, assim, seria um desserviço se esta seleção zangada fosse campeã.

Aliás, não seria uma beleza uma sorte de técnico que conciliasse as características de Dunga e Maradona? E o novo técnico da seleção, quem será, quem vocês preferem? Eu ficaria contente com Felipão ou Leonardo, e não gostaria de Muricy, Mano e etcéteras...

Walter Andrade

27 de junho de 2010

COPA DO MUNDO - O Conservadorismo das Regras do Futebol

A Copa do Mundo até o início das oitavas-de-final dormia o sono da morte. Terrivelmente tediosa, imprevisível (num mau sentido), e com zebras passeando pelos campos gramados. Eis então que o início das oitavas nos mostra como é bom quando as verdadeiramente grandes seleções entram em campo: jogaços entre Alemanha x Inglaterra e Argentina x México; e jogos ao menos tensos entre o tradicional Uruguai contra a Coréia do Sul e Gana x E.U.A (que eu não vi).

Mas os dois jogaços foram maculados pela arbitragem - até então de ótimo nível.
Não sou daqueles que acreditam que o futebol deva ser conservador em relação às regras de arbitragem, inclusive quando ocorrem erros crassos como os que vimos, já que defendem "que essa é a graça do futebol, senão, o que teremos pra discutir no bar?". Erros de arbitragem não são motivo de "debate" no bar, mas de reclamações do torcedor vitimado. O "debate" mesmo pra mim é o do tipo "Mas até esse gol do seu time o meu estava jogando muito bem, vocês tiveram sorte..." ou "se não fosse aquela bola na trave teríamos ganho!" etc. O que é esse conservadorismo futebolesco, em pleno avanço das tecnologias midiáticas, em face da revolução informática, dos chips, ou mesmo de ideias tão simples quanto a adição de juízes atrás dos gols? Por que o juiz não pode utilizar o recurso do replay, se na NBA isso é utilizado há tanto tempo? E o que há de vergonhoso em voltar atrás na decisão, uma vez percebido (a tempo) o erro? É impressionante como o esporte mais popular do mundo continua a ser o mais injusto e reacionário. Mudam a bola, personagem central, com uma facilidade impressionante, mas as regras que a presidem (e que deveriam tornar sua apresentação mais digna) suscitam a alergia dos mofos de seus livros ultrapassados.

Walter Andrade

15 de junho de 2010

ESPORTES - "Cala a boca, Galvão!": sobre vuvuzelas, galvão bueno e outras coisas "agradáveis" de se ouvir!

Pois é, não precisa nem de pesquisa para saber: a vuvuzela enche a sacola da maioria! Mas tem mais a ser notado: a irritante cornetinha, pelo visto, não vai silenciar. E o Galvão, não pode fechar a matraca um pouco? Não sou daqueles que dão crédito para as teorias da conspiração, mas parece que a Globo está empenhada em arrebentar o nervo da galera! Mantém o matraca do Galvão em tudo! Outro dia reclamei que a Glenda também estava cumprindo a ingrata missão de chatear e, o que acontece? a Globo coloca o tal de Tiago Leifert para ficar falando e fazendo um monte de besteira! Haja sacola! Em compensação, a fórmula 1 ficou uma maravilha por causa da copa: sai o Galvão e tudo fica light! Os comentaristas podem comentar, o narrador cumpre seu papel na transmissão (narrar) e todo mundo sai feliz!

Bruno Silva

4 de junho de 2010

ESPORTES - Contusões

Incrível, mas quanto mais próximo se torna o início da Copa do Mundo mais frequentes são os casos de contusão tirando jogadores importantes em suas seleções. Os nomes fariam uma seleção invejável, certamente candidata ao título. Adler (goleiro da Alemanha), Rio Ferdinand (zagueiro inglês), Michel Bastos (lateral do Brasil. Tá, ele ainda é dúvida, mas quem não está torcendo para que se confirme o corte?),Ballack (meio-campo alemão), Pirlo (meio-campo da Itália) e Drogba, atacante marfinense e um dos melhores jogadores do mundo. Sem falar nos que estiveram no quase, como Kaká, Fernando Torres, Milito, Rooney e até Julio Cesar, machucado sem gravidade no despropositado amistoso da seleção contra a potência Zimbábue.
Esses desfalques empobrecem o espetáculo, tornando as equipes mais medíocres. E o Brasil passa a ser, mais do que nunca, um dos favoritos ao título.

Porque em termos de mediocridade, o Dunga levou o que há de melhor.


Thiguim

27 de maio de 2010

ESPORTES - Jogadores "jênios" e troca de papéis

Nesses tempos de coerências duvidosas e jogadores questionáveis acima de qualquer questionamento, vejo cada vez mais jogadores truculentos e sem responsabilidade atuarem por clubes do Brasil e exterior.
Quem não se lembra da lenda "El Diablo". Esse jogador mexicano foi expulso e suspenso por 6 meses por agressão. Tendo cumprido a pena, no primeiro jogo celebrando sua volta ele... foi expulso!
Por terras tupiniquins são sempre os mesmos e, por incrível que pareça, são peças essenciais nos times titulares. Kléber do Cruzeiro, Richarlyson do São Paulo, e Willians e Juan do Flamengo chegam a ser casos crônicos! Todos só estão atuando aguardando a próxima suspensão, que virá muito provavelmente de um tapa na cara ou um chute na costela ou desacato ao juiz, ou a oportunidade de causar a expulsão de outrem. No jogo da Libertadores 2 deles se encontraram: Richarlyson e Kléber. E o que aconteceu com 1:30 minuto de jogo?? Kléber encostou a mão no rosto de Ricky, que se desmanchou no chão se contorcendo de dor. Confesso que daria um amarelo se muito, mas os "antecedentes" do jogador cruzeirense depõe contra ele. Merece um cartão assim que pisar no gramado para se iniciar a partida.
Richarlyson é um brucutu, apesar de dizerem as más línguas exatamente o contrário. A grama do Morumbi é bem cortada daquele cheio pela quantidade de "tesouras-voadoras" dadas por ele a cada jogo. Quando não está sendo expulso, está causando a expulsão de um adversário.
Willians quando quer é um ótimo ladrão de bolas (foi líder nesse quesito no último Brasileiro), mas o problema é que ele não quer na maioria das partidas! No primeiro jogo da Libertadores ele não durou 3 minutos em campo! Já o Juan é o maior cai cai da história. Não aguenta levar nenhum drible sem agredir o jogador contrário, colocando ferozmente o dedo em seu rosto.

Só realmente veremos evolução no nosso futebol no dia em que os técnicos "professores" colcarem esses "alunos" pra fora de sala.

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E na rodada de ontem do Brasileiro, os goleiros dos 2 últimos campeões brasileiros utilizaram-se das qualidades um do outro. No Fla-Flu, Bruno, exímio pegador de penaltis, executou uma linda cobrança de falta aos 45 do segundo tempo, fazendo o gol do Fla no jogo. A 464 km dali, Rogério Ceni, o veterano e brilhante arqueiro e batedor de faltas do São Paulo (é o goleiro com mais gols na história do futebol mundial), pegava um penalti com elasticidade e explosão dignas do goleiro rubro-negro, garantindo assim a vitória por 1x0 no clássico contra o Palmeiras.

Os apreciadores do bom futebol agradecemos.

Thiguim

ESPORTES - Adivinha o assunto...

Lanço a tese (quem quiser copiá-la sinta-se a vontade porque não tenho a intenção de pesquisar mais isso ...) de que a seleção brasileira atual sofre os efeitos conjugados de vários fatores dos quais eu apontarei pelo menos dois: o fracasso da super-seleção de 2006 e o fenômeno Muricy Ramalho.

Não há dúvida de que tivemos uma das melhores seleções do Brasil de todos os tempos em 2006. Refrescando a memória sempre curta: O time titular era Dida, Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Zé Roberto; Adriano e Ronaldo. Ainda tínhamos no banco jogadores como Juninho Pernambucano, Júlio César, Fred e Robinho... Muito embora eu já discordasse da titularidade do Adriano, ele a havia ganho por seus gols decisivos. Um ataque com Fred ou Robinho seria mais ágil. Nunca gostei do Dida, tá, mas acabaram minhas críticas. Como se pode ver, apenas pontuais. Essa seleção foi mesmo um fiasco?, não sei... lembro de ter jogado muito bem na fase de classificação (inclusive contra o "meu" Japão!) e contra Gana... saiu da Copa pelo tão repetido chavão de "já ganhou" e a soberba que o acompanha? Pode ser que sim, mas sempre há um ou isso também. Talvez sejamos demasiado cegos para perceber que a seleção brasileira pode perder não apenas para si mesma, mas para outras seleções. Encheram o saco em 1998 e por anos a fio com a convulsão (que qualquer médico sabe que não é nada tão grave assim) do Ronaldo e quis se culpabilizar isso pela derrota na final. Esquecem que o adversário era a França não só de Zidane, mas de Djorkaeff, Vieira, Trezeguet, Henry, Lizarazu... Novamente em 2006 caímos para a França de Henry, Zidane e Ribery... que foi... Vice-Campeã! Só perdendo a cabeça (dentro do tórax de Materazzi) na final contra AH...Itália!

Eis então que por esse complexo de superioridade brasileiro o Sr. Ricardo Teixeira demite o Parreira (pois minha terra tem é palmeiras...). E para o seu lugar chama o NUNCA antes técnico Dunga. O lance era, claro, disciplinar a seleção, acabar com a "farra dos jogadores". Escolheram-se alguns bodes expiatórios para 2006 (os Ronaldos, Roberto Carlos e seu meião) mas deixaram outros ficarem (Por que?) como o sabidamente indisciplinado Adriano (excluído ao fim), o muleque Robinho, e claro, o evangélico Kaká. Em suma, uma explicação simples para manter intacto o autoengano do nacionalismo futebolesco brasileiro.

Hoje os críticos jornalistas pouco criticam a seleção (com a exceção de alguns jogadores antigos como Paulo César Caju e o destemido Casagrande), limitaram-se a fazer campanha por Neymar, Ganso e (um pouco menos no final) por Ronaldinho. Mas uma vez que o "professor" (de que? se nem de Ed. Física é?) Dunga decidiu, baixemos nossas cabeças e torçamos então... (Preciso dizer que discordo e que torcerei contra?). Aceitaram o critério dos resultados. Já que a seleção vem ganhando tudo, pouco importa se jogamos bem ou não, se só ganhamos de grandes seleções que não se retrancam o jogo todo e empatamos com Colômbia, Peru, Bolívia... Nossa seleção é a da defesa e do contra-ataque. NUNCA tivemos uma assim. A de 1982 jogou demais e perdeu, mas ficará para sempre na memória do futebol arte, assim como o Carrossel Holandês de 1974 que perdeu para a Alemanha na final. Em 1982 o técnico era Telê... e o Brasil nem tetra era... bem, como Dunga ganhou em 1994 com uma seleção apenas mediana (excetuando Romário e Bebeto), mas mediana por pura falta de opção, acha que deve ser sempre assim. Se ganhar de 1x0 é goleada, o importante é levar a Copa a qualquer custo (é aqui que entra o fenômeno Muricy Ramalho... para bom entendedor, uma alusão basta). Será que precisamos tanto assim de um sexto título mundial? Acho que no futebol, o Brasil chegou a condição de poder jogar pelo título, claro, mas com o que tem de melhor e jogando um futebol arte. Não estamos mais em 1994, mas o Dunga ainda não veio De volta para o Futuro...

Judeu Polaco

Ps: Perdoem o texto longo.

13 de maio de 2010

ESPORTE - Seleção (porque não se tem outro assunto nesse época)

Depois da convocação do Soneca, apareceram várias outras "seleções brasileiras" escaladas com os jogadores deixados de lado. Uma do jornal O Globo me chamou a atenção. Segue.

Victor, Léo Moura, André Dias, Miranda e Marcelo; Lucas, Hernanes, Ganso e Ronaldinho; Neymar e Adriano.

Tá Léo Moura eu não concordo muito também não, mas o meio-campo chega a ser bonito, enche os olhos de lágrimas. Imagine uma interseção, saindo josué, felipe melo, julio baptista e elano e entrando esses 4 no lugar! Daria até pra torcer pra seleção do (in)Feliz.

Mas não é só por aqui que jogadores famosos e certamente melhores que os convocados ficaram de fora. Na França Benzema foi preterido, enquanto na Argentina o Maradona não levou o Cambiasso. Melhor assim. Mas quando penso no "elenco" argentino estremeço.

Só torço para que não façam vergonha, tipo não passar dos grupos ou ser eliminados com uma derrota contudente demais. Eu disse que não torço pra isso acontecer?? Desculpe, erro de digitação.

Thiguim