Estamos já distantes da época em que a monarquia inglesa, conforme se acreditava, possuía o dom de curar escrófulas pelo toque das mãos (Reis Taumaturgos). Mas o interesse pelas coisas da família real, em que pese a crise por que passa a Grã-Bretanha, continua em alta. O inexpressivo príncipe William e sua noiva arrivista, Kate Middleton, estão sempre dando as caras na máquina de fabricar doidos, a TV. Quis assistir ao noticiário ontem e me deparei com um programa inteiro dedicado ao casamento Real (canais abertos...!), que está sendo considerado um moderno conto de fadas (imagine-se a a Cinderela fazendo - de propósito, dizem as ferinas línguas - matrícula na mesma universidade do príncipe encantado!). Mas qual a relação entre a cura dos males e o tão falado casamento? É que, se já não salva o pescoço de ninguém em particular (a não ser o da futura princesa), a família real contribui para acabar com a tragédia no mundo inteiro: o Japão já não enfrenta problemas, o mundo árabe já não se vê mergulhado em uma onda revolucionária, as pessoas não estão sendo metralhadas por tropas fiéis ou não ao regime de Kadafi... O casamento apagou todos os males! Viva a esse estúpido wedding! Talvez o arroz que se jogará em cima sirva de banquete a alguém mais além das media, caso haja alguma Eleanor Rigby para recolhê-lo quando a festa passar!
Nunca disse que era o menos ranzinza...
Bruno Silva
Nunca disse que era o menos ranzinza...
Bruno Silva

sábado, abril 23, 2011
Traquitana