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7 de maio de 2013

As Guerras das Coreias

É isto a animalização do homem, parece gado abatido. Eu não gozo com isso...


A preocupação das últimas semanas com a possibilidade de uma guerra nuclear (finalmente, diriam os de humor negríssimo!) entre a Coreia do Norte e os E.U.A cedeu lugar na semana em que vivenciamos à descoberta da geopolítica na Coreia do Oeste. É, fica ali, no Extremo-Oriente, próximo a Bangu. Só que o caso não abalou só Bangu, mas a opinião pública carioca como um todo. As pessoas em sua maioria estão indignadas! E com a Globo, vejam vocês, só que pelo motivo errado (ou desumano). Muito me intriga as (des)razões escusas da emissora ao transmitir tais imagens, aliado a um frenesi da violência real mas que, com aquela câmera térmica, mais parece uma sorte de GTA: Rio. Gerações viciadas em videogame, filmes violentos e lutas de boxe (e agora de UFC) parecem não entender que aí se trata de ficção ou violência controlada por regras e um juiz mais foda que os oponentes muitas vezes. É de perguntar se essa cultura da imagem desrealizou esse pessoal, que ficaram imersos num mundo fantástico onde não se precisa crer em eternidade da alma pois a salvação dos corpos se encontra a um clique de restart (sem salpicar a tela de sangue real, sem a dor da morte, cadáveres em decomposição com odor fétido, sem ter a vida real interrompida por uma bala perdida). Essa é a visão da classe média, mediana, midiática, medíocre, sobre a realidade.


Naquelas brincadeiras matemáticas em que se falava da morte de milhares de chineses, cambojanos, vietnamitas...poucos conseguiam evitar o riso sádico de que não fazia diferença (são bilhões afinal!) que mal escondia uma implícita hierarquia na ordem das vidas humanas. E hoje a vida de um coreano nunca valeu tão pouco!

Walter Andrade

25 de novembro de 2011

A 3ª Guerra Mundial

"O 3º Sexo, a 3ª Guerra, o 3º Mundo...são tão difíceis de entender" - EngHaw

A situação geopolítica internacional enfrenta um momento de grave desequilíbrio/crise capitalista econômico-financeira (com centro na Europa e E.U.A) e político (Mundo Árabe com Líbia, Síria, Egito, Irã, a Palestina ainda sem país territorial...), sem esquecermos os eternos (?) barris de pólvora étnico-religiosos que são os Bálcãs e certas regiões africanas, além do Extremo-Oriente (Índia/Paquistão/China/Coreias...), aliada à agressiva política israelense (racista, que se torna cruzadista quando aliada ao Ocidente) e anglo-americana, anglo-americanos que possuem um estratégico campo de influência no Oriente (Israel, Japão, Coreia do Sul, Kuwait, agora o Iraque, talvez já a Líbia...) e que implementaram uma "Guerra ao Terror" que também terrorizes neighborhood...

O historiador Karl Polanyi chamava atenção de que a 1ª Guerra Mundial ocorrera por um desequilíbrio de poder (além dos belicosos nacionalismos, lembro eu); convoco a morte do arquiduque Franz Ferdinand - que aprendemos na escola foi o estopim da 1ª G.M - que não tivesse sido assassinado nunca teria entrado para a História (só saído dela discretamente), nem teria sido nome de banda de rock. A 2ª G.M (apenas 20 anos depois!), claro, teve questões mais profundas envolvidas, o nazi-fascismo, ainda que não devamos esquecer que o Holocausto não era ainda de todo conhecido e assim não foi motor de consciência para a Grande Guerra, como é preciso lembrar que existiam campos de concentração igualmente na Inglaterra e na Rússia, por exemplos.

O que quero eu indicar? que a Guerra Fria - ensaio frustrado da 3ª Guerra Mundial - acabou com o fim do comunismo, mas não apagou essas outras feridas profundas, que continuamente voltam a infeccionar, expelir pus, sangue e luta. Há quase 70 anos não há uma Grande Guerra (a 1ª G.M se deu após "100 anos de paz"), os fatores estão todos aí, e as armas continuamente produzidas não podem enferrujar. No nosso horizonte tem se descortinado - queira Deus, se existir, ou os homens, que não existem mesmo, que eu esteja errado - a proximidade nada remota da 3ª G.M: geoestratégica, étnica, religiosa, petrolífera, aquosa, ambiental (?), numa palavra com dúbios sentidos: atômica.

Walter Andrade