21 de agosto de 2010

Pensamentos Soltos - A Era da Informação Contradiz o Capitalismo?

Vivemos a era da informação. Informação que, no sentido mais trivial, não é nem mais necessariamente comprada (o Jornal do Brasil decidiu suspender sua versão impressa); basta conectarmos em algum site de notícias e poderemos ler, sem nem mesmo sair de casa para ir à banca de jornal, as notícias do O Globo e do Estadão, como do New York Times ou Le Figaro... Parece-me que a "revolução informática" contradiz um dado essencial do capitalismo: a mercadorização de tudo (merkatudo) - além de ser uma contradição em si o fato de essa "revolução informática" ter sido forjada dentro do sistema capitalista, e já parece discurso marxista o apenas nomear o sistema, mas Marx já chamava atenção para as contradições do capital. Informação é para o consumo, claro, mas não é para o tipo de consumo de algo "finalizável" e apropriado de modo privado, como um carro ou celular; a informação não é propriedade de ninguém e está sempre circulando entre emissor e receptor e alterando seus sentidos nesse caminho, sempre se renovando e atualizando, é de uma obsolescência aceleradíssima! Hoje boa parte dela não mais se vende (o jornal da banca já está ultrapassado mal é impresso!), mas ainda há quem a compre... A Internet especialmente põe em xeque a propriedade intelectual ou artística, já que não parecem haver meios de controle - ou talvez nem se os queiram, pelo menos da parte dos usuários e de alguns sites, a despeito de algumas tentativas tímidas atuais, como a venda de mp3's -, meios de controlar a difusão de tal música, de certo texto, de uma imagem... Vejam que são apenas devaneios sem uma ideia definida de final, não sei a que tudo isso nos levará, talvez a cultura seja cada vez menos presa do capital ou o capitalismo se redirecione noutro rumo, talvez torne-se algo ainda sem nome... de todo modo, estamos aqui distantes de um filme com roteiro simples e final previsível, será ele feliz?

Walter Andrade (Avançando certas considerações de Jean Lojkine)

31 de julho de 2010

GERAIS - Lulas, polvos e outros bichos

É como dizem: o principal fica fora do resumo. Este não é o resumo da semana, mas uma breve compilação do que, se não chamou a atenção geral, ao menos merece figurar na lista das bizarrices que nos ajudariam a compor, se fosse este o intento, um novo FEBEAPA (com muito menos talento e com uma visão orientada, como não poderia ser diferente hoje, para o mundo das notícias globalizadas [mesmo sem a Globo])
Os EUA seguem fornecendo itens inestimáveis ao projeto (o que é bem melhor do que fornecer armas): depois do ladrão Darth Vader, tivemos o ladrão californiano que, por breves instantes, decidiu sair do lado negro da força. Ao tentar assaltar uma loja de telefones foi dissuadido pela vendedora, que era brasileira. A moça o convenceu que não era ético o ganho daquela forma e se ofereceu para arranjar emprego ao desafortunado larápio, que explicou que já tinha emprego e saiu sem ganho realizado. Foi o primeiro arrependimento; duas horas depois, o segundo: entra numa outra loja e realiza o projeto. Foi preso.
O Mahmoud Ahmadinejad demonstrou uma estranha relação com o mar: adora ostra em pele de lula, detesta polvo: fez criticas ao Ocidente, que se deixou impressionar pelas previsões do Polvo. Por falar em pérola, por falar em lula, nosso presidente andou atacando de Te Ufi (a ostra que produz pérola) e comentou o recente conflito diplomático entre Colômbia e Venezuela, qualificando-o de "conflitos pessoais", segundo consta no comunicado oficial de Uribe. Os dois países romperam relações diplomáticas. Mais recente foi a declaração de carinho e amizade que Lula nutre por Ahmadinejad: o presidente fez um apelo para que não fosse apedrejada uma mulher acusada de adultério. Não repetiu o gesto bíblico de levar os apedrejadores a um exame de consciência, mas tratou a questão com o tom pessoal que lhe é bastante característico: e se ela estivesse sendo ameaçada com arma nuclear, o que ele faria?

Bruno Silva

25 de julho de 2010

(ANTI)ESPORTE: Quando a Tecnocracia se enreda com a Vassalagem...

A Ferrari propõe o triunfo da tecnocracia sobre a qualidade e valor do piloto que, mesmo com um carro (relativamente apenas) mais lento, soube defender a dianteira na corrida terminada há pouco, mas que deveria se estender no tempo em debates e, não fosse a "força política" - leia-se a capacidade ferrarista de se colocar fora do regime de legalidade desportiva da FIA, que não lhe pune severamente num caso como esse e que, tacitamente, garante com seu silêncio a continuação de tal atitude antidesportista, antifairplay - enfim, não fosse a "força da politicalha" vermelha, teríamos visto uma parcela do que Senna fazia quando tinha um carro mais lento: dava um show de "direção defensiva", deixando seus oponentes putos porque o não podiam simplesmente passar por cima. Era uma época em que o piloto - e não o carro, e não a politicalha, e não a antidesportividade das equipes - triunfava. Hoje, por uma espécie de "razão de equipe", fora de toda legalidade, vemos a vitória da Ferrari onde devíamos ver a de Felipe Massa (ou de Fernando Alonso, se tivesse ultrapassado Massa no "braço", como um verdadeiro piloto deveria ter a ética de fazer).

Mas parece haver outra razão de fundo, "psico-histórica", pois é a história quem o sugere (como foi sugerida a troca de posições): uma vez vassalos do Sacro Império Romano-Germânico, Módena - cidade que abriga a escuderia de Maranello - continuaria a prestar homenagem à suserania de um "Príncipe das Astúrias". Don Fernando Alonso das Astúrias, da Espanha uma vez dona desse Império, mimado na "corte" da Renault (e sabemos o que aconteceu quando os ingleses da McLaren, sempre ilhados-independentes, negaram a Assonso a vassalagem...), achou de itinerar para a Itália, onde sua dominância dentro da equipe não seria nada mais que a continuação de séculos de dominação dos italianos pelos espanhóis.

Talvez a História sirva para alguma coisa, quando menos, para um uso irônico-crítico, mas isso depende menos da História que do seu narrador...

Aliás, penso que...nosso blog foi igualmente homenageado pela Scuderia Ferrari Marlboro, claro, com a TRAQUITANA realizada no GP da Alemanha!

Walter Andrade

24 de julho de 2010

GERAIS - Rambo VI?

A semana vai acabando e por pouco não se deflagra uma nova guerra pessoal do Rambo. Dessa vez a contenda poderia ter se dado em torno de dois combatentes de peso: o próprio Rambo e Capitão Nascimento! O Sly andou falando umas gracinhas em torno do Brasil e, desavisado, comentou do símbolo do BOPE - que não é mesmo muito amigável (Calma Pimentel! falo do símbolo, ok?). Fico pensando se, digamos que não houvesse retratação pública, o Capitão Nascimento não iria "subir os EUA para quebrar o Sly". Enfim, no momento em que a atenção geral se volta para o Brasil, sede de Copa e Olimpíada, tem celebridade falando mal da mãe gentil! Se há algo de bom, penso, é que isso pode servir de estímulo a uma resposta positiva do Brasil, fazendo bonito nos dois espetáculos. Para isso, entretanto, muita coisa precisa ser feita, e já!
Mudando de assunto: que criatividade do bandido Darth Vader (quem viu?) Fantasiou-se do vilão intergaláctico e assaltou agência de banco (na terra do Rambo, e ele não fez nada!)
Para acabar não posso deixar de comentar sobre o futebol: sai Dunga, entra (?) Muricy, sai Muricy. O novo técnico tem, em comum, a cara amarrada, nervosa, maloqueira sofredora Mano.!

Bruno Silva

19 de julho de 2010

GERAIS - Mais do mesmo

Parece que, terminada a copa do mundo, as coisas retomam a rotina (pelo menos no Hell de Janeiro). A polícia voltou a trocar balas repetidas (já que não vogam mais as figurinhas) com os traficantes, teve inocente morrendo e comprovando que não existe o lugar certo na hora certa, ou o errado na hora errada: o garoto estava na escola, na aula de matemática; o filósofo Rodrigo Pimentel foi na máquina de fazer doido para defender a polícia, dizendo (vejam só!) que pouco importa que a bala tenha saído da arma da polícia ou do tráfico, pois o tiro foi, de qualquer forma, consequência do combate; o Botafogo teve pênalti não marcado, gol mal anulado, futebol mal jogado... resultado: saiu de campo derrotado; o Lula continua na sua infatigável tarefa de ostra, que é a de produzir pérolas: a última foi dizer que no Brasil, por falta de motivos para reclamar, os brasileiros ficam levantando dúvidas sobre a utilização dos recursos destinados aos projetos (ele falava do portal da transparência), motivo pelo qual os prefeitos deviam buscar esclarecer a administração dos recursos... ah! ia me esquecendo, tais recursos foram destinados por medida provisória e os limites, aumentados também por MP; um flamenguista está envolvido em escândalo policial...
"Foi sempre mais do mesmo..."

Bruno Silva

13 de julho de 2010

ESPORTES - Obrigado Dunga

A figura do treinador de futebol muitas vezes é ofuscada pelo brilho de astros maiores (Felipe Melo), cabendo à nós (torcedores críticos) coloca-los em seu locus.
Pedra fundamental na campanha brasileira na Copa do mundo de futebol, Dunga deve ser lembrado com muito carinho por todos.
O futebol brasileiro vivia (?) a contra-mão de sua história, inclinando cada vez mais ao "futebol de resultados" (PARREIRA, 1994 e SCOLARI,2002), de certa forma, seguindo a linha das últimas Campeãs mundias (salvo a França de Zizu em 1998).
No período que o esporte suspira ares de mudança e o Brasil sediará a próxima Copa, o Futebol brasileiro deve ser amplamente discutido, questões como sucessão na CBF e adminstração dos clubes não podem ser esquecidas.
Penso que a figura (O Figura) do Dunga, proporcionou grandes questões ao comandar a Seleção de maneira tão peculiar. Propondo uma metodologia oposta à fracassada seleção de 2006, deixou a Copa de maneira Ridícula no mesmo ponto! Respondendo tardiamente todas as perguntas sobre opções táticas e qualidade do elenco e deixando uma sensação de "que renovação é essa?!".
Que tipo de anfitriões seremos?
Peças para formar um bom time temos, resta saber se continuaremos a jogar "algo parecido com futebol", se teremos como ponto forte a bola alçada na área ou colocaremos a bola no chão novamente!

JG

4 de julho de 2010

ESPORTES - Dunga e Maradona e a (re)invenção de tradições...

A imprensa, grosso modo, precisou esperar a ausência de resultado na Copa para entender que seleção brasileira não é só resultado (?!). É o modo pragmático de se ser filosófico. Estranhezas à parte, teve gente dizendo que "Pelo menos a seleção do Dunga perdeu só de 2x1, enquanto a Argentina de Maradona tomou de 4x0 dos alemães". Bem, é preciso dizer que poderíamos ter tomado de 4x1, não fosse a incompetência holandesa na hora de tornar um ataque de 3 contra 1 em gol... Se tivéssemos jogado contra a Alemanha a história seria outra... De todo modo, o essencial é que Maradona, que não é e nem muito menos pretende ser um técnico estrategista do tipo Mourinho, ciente das deficiências técnicas individuais de seus zagueiros (uma geração péssima deles...) lançou uma formação tática revolucionária: 5-5. Na prática 5 defensores e 5 atacantes. Encantou o mundo, fez muitos gols, e voltou pra casa com o orgulho de ter apresentado um futebol ofensivo, de toque de bola e beleza. E o Brasil? Negou sua tradição ofensiva e mostrou um futebol de defesa sólida e contra-ataques, muito semelhante ao de potências como Eslováquia, Sérvia e Paraguai (com a clara diferença de qualidade técnica de seus jogadores, mesmo ausentando um Ganso, um Ronaldinho Gaúcho...). A seleção de 2010, na ânsia de superar a de 2006, acabou por sair um negativo - no sentido fotográfico mesmo -, tanto de seus acertos, como os títulos da Copa América, das Confederações e das Eliminatórias, como a queda nas mesmas quartas-de-final da Copa do Mundo.

Falamos de tradições ofensivas do futebol argentino e brasileiro, e então uma coisa deve ser dita. As tradições não são essências, são inventadas, no curso da história, e nesse caso Dunga tentou lançar uma tradição nova no Brasil: a da defesa e contra-ataque. Parece-me que o povo brasileiro no geral não queria que essa tradição vingasse, e, assim, seria um desserviço se esta seleção zangada fosse campeã.

Aliás, não seria uma beleza uma sorte de técnico que conciliasse as características de Dunga e Maradona? E o novo técnico da seleção, quem será, quem vocês preferem? Eu ficaria contente com Felipão ou Leonardo, e não gostaria de Muricy, Mano e etcéteras...

Walter Andrade

27 de junho de 2010

COPA DO MUNDO - O Conservadorismo das Regras do Futebol

A Copa do Mundo até o início das oitavas-de-final dormia o sono da morte. Terrivelmente tediosa, imprevisível (num mau sentido), e com zebras passeando pelos campos gramados. Eis então que o início das oitavas nos mostra como é bom quando as verdadeiramente grandes seleções entram em campo: jogaços entre Alemanha x Inglaterra e Argentina x México; e jogos ao menos tensos entre o tradicional Uruguai contra a Coréia do Sul e Gana x E.U.A (que eu não vi).

Mas os dois jogaços foram maculados pela arbitragem - até então de ótimo nível.
Não sou daqueles que acreditam que o futebol deva ser conservador em relação às regras de arbitragem, inclusive quando ocorrem erros crassos como os que vimos, já que defendem "que essa é a graça do futebol, senão, o que teremos pra discutir no bar?". Erros de arbitragem não são motivo de "debate" no bar, mas de reclamações do torcedor vitimado. O "debate" mesmo pra mim é o do tipo "Mas até esse gol do seu time o meu estava jogando muito bem, vocês tiveram sorte..." ou "se não fosse aquela bola na trave teríamos ganho!" etc. O que é esse conservadorismo futebolesco, em pleno avanço das tecnologias midiáticas, em face da revolução informática, dos chips, ou mesmo de ideias tão simples quanto a adição de juízes atrás dos gols? Por que o juiz não pode utilizar o recurso do replay, se na NBA isso é utilizado há tanto tempo? E o que há de vergonhoso em voltar atrás na decisão, uma vez percebido (a tempo) o erro? É impressionante como o esporte mais popular do mundo continua a ser o mais injusto e reacionário. Mudam a bola, personagem central, com uma facilidade impressionante, mas as regras que a presidem (e que deveriam tornar sua apresentação mais digna) suscitam a alergia dos mofos de seus livros ultrapassados.

Walter Andrade

18 de junho de 2010

LITERATURA - A propósito da morte de Saramago

É com pesar que o mundo recebe a notícia da morte de um dos maiores gênios da literatura contemporânea. Os editores deste blog, por opção, ainda não haviam escrito sobre literatura, que é paixão comum de todos. Traio o projeto de que as primeiras postagens fossem relativas à publicação de um livro de contos, da autoria dos editores, a ser publicado, talvez, este ano. Não poderíamos deixar de prestar um reverência ao Saramago, no que estou certo de que os demais consentirão. Assim, a primeira postagem, inicialmente planejada para comunicar alegria (a nossa, ao menos) cobre-se de um luto e tristeza pela notícia de hoje. Se há na morte algo de bom, é que ela (a dos outros, no caso) nos convida sempre a pensar na própria vida (quem dera não somente na nossa!) e, no caso de um literato, músico, artista em geral, é sempre um convite a se buscar sua obra, ou revisitá-la. Façamo-lo!

Bruno Silva

15 de junho de 2010

ESPORTES - "Cala a boca, Galvão!": sobre vuvuzelas, galvão bueno e outras coisas "agradáveis" de se ouvir!

Pois é, não precisa nem de pesquisa para saber: a vuvuzela enche a sacola da maioria! Mas tem mais a ser notado: a irritante cornetinha, pelo visto, não vai silenciar. E o Galvão, não pode fechar a matraca um pouco? Não sou daqueles que dão crédito para as teorias da conspiração, mas parece que a Globo está empenhada em arrebentar o nervo da galera! Mantém o matraca do Galvão em tudo! Outro dia reclamei que a Glenda também estava cumprindo a ingrata missão de chatear e, o que acontece? a Globo coloca o tal de Tiago Leifert para ficar falando e fazendo um monte de besteira! Haja sacola! Em compensação, a fórmula 1 ficou uma maravilha por causa da copa: sai o Galvão e tudo fica light! Os comentaristas podem comentar, o narrador cumpre seu papel na transmissão (narrar) e todo mundo sai feliz!

Bruno Silva

11 de junho de 2010

GERAIS - Paradoxos, a Copa da Diferença e a Queda de Estereótipos sobre a África

Depois de longa espera, eis que a Copa começa, como quem vem do nada. Sim, porque quanto mais se anseia, por longo tempo, alguma coisa, seja ela uma pessoa ou um evento (ou uma pessoa que seja um evento), quando esta coisa aparece ainda assim nos pega de surpresa; quando o futuro se torna presente, gera sempre um acontecimento insólito.

A mídia (ou os media, como lembrava Du Bruni num outro post), lançou o slogan de que esta é a "Copa da Igualdade". Para variar um pouco (de verdade!) não pretendo nem aplaudir nem criticar o slogan, muito pelo contrário... eu talvez vá pelo avesso do avesso do avesso... e, prosseguindo os paradoxos, é bom enfatizar que a igualdade tem precisamente como meta garantir a diferença. É de fato o que uma África do Sul renascida depois do Apartheid nos mostra - com sua bandeira "arco-íris" (e nesse caso diferente da bandeira do movimento GLBTT) e seu hino multilíngue (e muito bonito diga-se de passagem...) -, isto é, que a existência de seres humanos com pigmentos diferentes (e crenças ou ceticismos diferentes) é algo que nunca deveria ter sido um problema histórico-sangrento (e nos remetendo a outras diferenças fratricidas, como a entre israelenses e árabes palestinos, que comentei num post recente). Como já dizia Humberto Gessinger "A diferença é o que temos em comum" - numa frase que resume tudo e nos oferece um alívio imediato.

A segunda coisa que me parece bastante importante, inclusive mesmo pelo seu caráter sutil, vêm das diversas imagens sobre a África do Sul - que ademais pode ensinar às pessoas, de um modo pouco escolar, que a África não é um país, mas um continente muito diverso -, imagens essas que mostram belezas naturais, belezas artificiais, as cidades, o povo sul-africano, brancos, negros (a maioria, mas de todo modo negros de feições diferentes, por provirem de grupos étnicos diversos), bairros mais pobres (nos E.U.A não os há também?!), e etcéteras. Em resumo, a decisão da FIFA de estabelecer um rodízio da Copa do Mundo entre os continentes possui esse efeito colateral (secundário seria uma palavra que diminuiria a consequência benéfica) de apresentar ao resto do mundo - pois se sabe que a Copa do Mundo é o maior evento esportivo do planeta, junto com as Olimpíadas - uma espécie de geografia natural e humana sub-reptícia, contribuindo para uma compreensão da complexidade da África do Sul (devendo-se estendê-la aos outros países do continente, em menor medida), contribuindo assim para a emergência de um continente africano que rompe com os padrões estereotipados, com as imagens que sempre nos vêm à mente quando pensamos na África: fome, pobreza, ausência de condições mínimas de vida. É claro que a África do Sul é um dos países mais ricos do continente... outros são realmente muito pobres... mas, de todo modo, não se pode reduzir a complexidade de um país, que dirá de um continente!, a apenas esses aspectos negativos. Uma outra África, possível porque real, surge aos nossos olhos, com belezas nunca dantes imaginadas, e assim nos ajuda a desconstruir os estereótipos negativos que foram impregnados em nossas cabeças desde crianças acerca do continente onde, segundo a ciência, nasceu a humanidade.

Walter Andrade

4 de junho de 2010

ESPORTES - Contusões

Incrível, mas quanto mais próximo se torna o início da Copa do Mundo mais frequentes são os casos de contusão tirando jogadores importantes em suas seleções. Os nomes fariam uma seleção invejável, certamente candidata ao título. Adler (goleiro da Alemanha), Rio Ferdinand (zagueiro inglês), Michel Bastos (lateral do Brasil. Tá, ele ainda é dúvida, mas quem não está torcendo para que se confirme o corte?),Ballack (meio-campo alemão), Pirlo (meio-campo da Itália) e Drogba, atacante marfinense e um dos melhores jogadores do mundo. Sem falar nos que estiveram no quase, como Kaká, Fernando Torres, Milito, Rooney e até Julio Cesar, machucado sem gravidade no despropositado amistoso da seleção contra a potência Zimbábue.
Esses desfalques empobrecem o espetáculo, tornando as equipes mais medíocres. E o Brasil passa a ser, mais do que nunca, um dos favoritos ao título.

Porque em termos de mediocridade, o Dunga levou o que há de melhor.


Thiguim

31 de maio de 2010

POLITICALHA - Lobby judaico, terrorismo de estado e a utopia de um John

Hoje lhes ofereço um texto duro, na medida da brutalidade israelense.

Uma coisa deve-se ter em mente antes de qualquer debate sobre as disputas entre Israel x Palestinos: Como em qualquer coisa, não há só vítimas-mocinhos de um lado e os bandidos-malvados de outro. Isto é dito não para ficar em cima do muro, mas para tentar afastar uma das piores consequências do Holocausto (Holocausto que alguns palestinos como Mahmoud Ahmadinejad e um campo de pseudo-historiadores chamados "negacionistas" tentam - o nome já diz - negar ou pelo menos amenizar), e essa consequência para a qual chamo a atenção é a "vitimização" israelense e o uso político que dela se faz até hoje. Outra consequência nada democrática é a excessiva sensibilidade quanto a crítica aos israelenses, pois foi criado e alimentado um zelo imenso quanto ao que se pode dizer acerca deles: uma palavrinha sem o devido lapidar da repressão psicológica e você é taxado de neonazista... (até as piadas com judeus são uma ofensa inaceitável, o que diriam os portugueses disso?). É preciso não esquecer que o Holocausto não vitimou somente judeus - ainda que tenham sido maioria - mas também negros, comunistas, homossexuais, ciganos... e cabe no mínimo lembrar que os judeus não têm fama de serem os mais politicamente corretos quanto ao respeito em relação a esses, ao outro, ao diferente. Como não o tem contra os palestinos. Não vou entrar aqui na longa história da constituição do Estado de Israel, mas parece-me que um dos focos do problema é de fato a ideologia do "Grande Israel", que defende pretensões expansionistas de um modo religioso e assim busca justificar a não entrega dos territórios da faixa de gaza e da cisjordânia, anexados a força na Guerra dos Seis Dias (territórios não reconhecidos como de Israel pela própria ONU, mas cadê as sanções? Estas só acontecem contra países orientais ou comunistas... Israel apesar de geograficamente oriental, encontra-se politicamente no Ocidente). Os judeus continuam usando de seu Deus exclusivista - pois não há no judaísmo a ideia de conversão e de Deus de toda a humanidade do Cristianismo - para justificarem uma política militarista e uma intransigência bastante desumana. Em 2000 mataram crianças palestinas na Intifada, agora são ativistas que se dedicavam a uma ajuda humanitária aos palestinos da faixa de gaza. O premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, teve a coragem de dizer o que deve ser dito: "Esta ação, totalmente contrária aos princípios da lei internacional, é terrorismo de estado desumano. Ninguém deve pensar que nós vamos ficar calados diante disso". A Turquia, diga-se de passagem, é um belo exemplo de como é possível existir um Estado Árabe politicamente aberto, em comparação com Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes, e talvez uma esperança de que o Estado Palestino pudesse assim ser também... De todo modo, enquanto EUA e Inglaterra - que bancaram a criação do Estado israelense, não sem motivos estratégicos de um domínio indireto sobre a região do Oriente Médio - e os demais países da ONU não responderem firmemente a essas atitudes terroristas judaicas, continuaremos a assistir esse tipo de coisa.

Nessa história toda, parece-me que quem estava certo mesmo era John Lennon: imagine um mundo sem religião, e o conflito árabe-israelense talvez nem existisse...

Walter Andrade (hoje não quero ser confundido nem mesmo com um judeu polaco)

27 de maio de 2010

ESPORTES - Jogadores "jênios" e troca de papéis

Nesses tempos de coerências duvidosas e jogadores questionáveis acima de qualquer questionamento, vejo cada vez mais jogadores truculentos e sem responsabilidade atuarem por clubes do Brasil e exterior.
Quem não se lembra da lenda "El Diablo". Esse jogador mexicano foi expulso e suspenso por 6 meses por agressão. Tendo cumprido a pena, no primeiro jogo celebrando sua volta ele... foi expulso!
Por terras tupiniquins são sempre os mesmos e, por incrível que pareça, são peças essenciais nos times titulares. Kléber do Cruzeiro, Richarlyson do São Paulo, e Willians e Juan do Flamengo chegam a ser casos crônicos! Todos só estão atuando aguardando a próxima suspensão, que virá muito provavelmente de um tapa na cara ou um chute na costela ou desacato ao juiz, ou a oportunidade de causar a expulsão de outrem. No jogo da Libertadores 2 deles se encontraram: Richarlyson e Kléber. E o que aconteceu com 1:30 minuto de jogo?? Kléber encostou a mão no rosto de Ricky, que se desmanchou no chão se contorcendo de dor. Confesso que daria um amarelo se muito, mas os "antecedentes" do jogador cruzeirense depõe contra ele. Merece um cartão assim que pisar no gramado para se iniciar a partida.
Richarlyson é um brucutu, apesar de dizerem as más línguas exatamente o contrário. A grama do Morumbi é bem cortada daquele cheio pela quantidade de "tesouras-voadoras" dadas por ele a cada jogo. Quando não está sendo expulso, está causando a expulsão de um adversário.
Willians quando quer é um ótimo ladrão de bolas (foi líder nesse quesito no último Brasileiro), mas o problema é que ele não quer na maioria das partidas! No primeiro jogo da Libertadores ele não durou 3 minutos em campo! Já o Juan é o maior cai cai da história. Não aguenta levar nenhum drible sem agredir o jogador contrário, colocando ferozmente o dedo em seu rosto.

Só realmente veremos evolução no nosso futebol no dia em que os técnicos "professores" colcarem esses "alunos" pra fora de sala.

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E na rodada de ontem do Brasileiro, os goleiros dos 2 últimos campeões brasileiros utilizaram-se das qualidades um do outro. No Fla-Flu, Bruno, exímio pegador de penaltis, executou uma linda cobrança de falta aos 45 do segundo tempo, fazendo o gol do Fla no jogo. A 464 km dali, Rogério Ceni, o veterano e brilhante arqueiro e batedor de faltas do São Paulo (é o goleiro com mais gols na história do futebol mundial), pegava um penalti com elasticidade e explosão dignas do goleiro rubro-negro, garantindo assim a vitória por 1x0 no clássico contra o Palmeiras.

Os apreciadores do bom futebol agradecemos.

Thiguim

ESPORTES - Adivinha o assunto...

Lanço a tese (quem quiser copiá-la sinta-se a vontade porque não tenho a intenção de pesquisar mais isso ...) de que a seleção brasileira atual sofre os efeitos conjugados de vários fatores dos quais eu apontarei pelo menos dois: o fracasso da super-seleção de 2006 e o fenômeno Muricy Ramalho.

Não há dúvida de que tivemos uma das melhores seleções do Brasil de todos os tempos em 2006. Refrescando a memória sempre curta: O time titular era Dida, Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Zé Roberto; Adriano e Ronaldo. Ainda tínhamos no banco jogadores como Juninho Pernambucano, Júlio César, Fred e Robinho... Muito embora eu já discordasse da titularidade do Adriano, ele a havia ganho por seus gols decisivos. Um ataque com Fred ou Robinho seria mais ágil. Nunca gostei do Dida, tá, mas acabaram minhas críticas. Como se pode ver, apenas pontuais. Essa seleção foi mesmo um fiasco?, não sei... lembro de ter jogado muito bem na fase de classificação (inclusive contra o "meu" Japão!) e contra Gana... saiu da Copa pelo tão repetido chavão de "já ganhou" e a soberba que o acompanha? Pode ser que sim, mas sempre há um ou isso também. Talvez sejamos demasiado cegos para perceber que a seleção brasileira pode perder não apenas para si mesma, mas para outras seleções. Encheram o saco em 1998 e por anos a fio com a convulsão (que qualquer médico sabe que não é nada tão grave assim) do Ronaldo e quis se culpabilizar isso pela derrota na final. Esquecem que o adversário era a França não só de Zidane, mas de Djorkaeff, Vieira, Trezeguet, Henry, Lizarazu... Novamente em 2006 caímos para a França de Henry, Zidane e Ribery... que foi... Vice-Campeã! Só perdendo a cabeça (dentro do tórax de Materazzi) na final contra AH...Itália!

Eis então que por esse complexo de superioridade brasileiro o Sr. Ricardo Teixeira demite o Parreira (pois minha terra tem é palmeiras...). E para o seu lugar chama o NUNCA antes técnico Dunga. O lance era, claro, disciplinar a seleção, acabar com a "farra dos jogadores". Escolheram-se alguns bodes expiatórios para 2006 (os Ronaldos, Roberto Carlos e seu meião) mas deixaram outros ficarem (Por que?) como o sabidamente indisciplinado Adriano (excluído ao fim), o muleque Robinho, e claro, o evangélico Kaká. Em suma, uma explicação simples para manter intacto o autoengano do nacionalismo futebolesco brasileiro.

Hoje os críticos jornalistas pouco criticam a seleção (com a exceção de alguns jogadores antigos como Paulo César Caju e o destemido Casagrande), limitaram-se a fazer campanha por Neymar, Ganso e (um pouco menos no final) por Ronaldinho. Mas uma vez que o "professor" (de que? se nem de Ed. Física é?) Dunga decidiu, baixemos nossas cabeças e torçamos então... (Preciso dizer que discordo e que torcerei contra?). Aceitaram o critério dos resultados. Já que a seleção vem ganhando tudo, pouco importa se jogamos bem ou não, se só ganhamos de grandes seleções que não se retrancam o jogo todo e empatamos com Colômbia, Peru, Bolívia... Nossa seleção é a da defesa e do contra-ataque. NUNCA tivemos uma assim. A de 1982 jogou demais e perdeu, mas ficará para sempre na memória do futebol arte, assim como o Carrossel Holandês de 1974 que perdeu para a Alemanha na final. Em 1982 o técnico era Telê... e o Brasil nem tetra era... bem, como Dunga ganhou em 1994 com uma seleção apenas mediana (excetuando Romário e Bebeto), mas mediana por pura falta de opção, acha que deve ser sempre assim. Se ganhar de 1x0 é goleada, o importante é levar a Copa a qualquer custo (é aqui que entra o fenômeno Muricy Ramalho... para bom entendedor, uma alusão basta). Será que precisamos tanto assim de um sexto título mundial? Acho que no futebol, o Brasil chegou a condição de poder jogar pelo título, claro, mas com o que tem de melhor e jogando um futebol arte. Não estamos mais em 1994, mas o Dunga ainda não veio De volta para o Futuro...

Judeu Polaco

Ps: Perdoem o texto longo.

24 de maio de 2010

GERAIS - Uma questão de português e rimas internas!

Não é uma piada sobre o Português, seja ele Joaquim ou Manuel. Trata-se do uso, ou mal uso, ou uso mal intencionado da última flor do Lácio (o idioma português)!
Na politicalha, (quem não viu?), teve espertinho modificando tempo verbal para livrar a cara daquela gente boa do Planalto! Na lei da ficha limpa, a jogada suja foi a seguinte: onde se lia "os que tenham sido" pretendia-se que fosse lido "os que forem". Permitam-me dois verbos, senhores doutores reformadores do português da lei: Vão tomar!
Mudando de assunto... conta-me o meu bom pai que, estando ele a ouvir seu programa de rádio preferido, teve a iluminação para uma questão que tem causado enorme comoção no povo brasileiro: ele, sempre ele, o Dunga! Meu velho me disse que o moço da rádio disse que o Dunga é um bom cidadão, a quem apenas faltam alguns rudimentos do impossível idioma em movimento. A questão, sem mais desperdício de português, é a seguinte: Tendo ouvido o bom anão um anúncio na televisão, e tendo percebido que era da maior importância sua adesão, uma vez que é o técnico da seleção, uma forma privilegiada de representação dessa coisa controversa chamada de nação... mostrou que entende muito de saúde, e muito pouco de educação: partiu do mote "diga não ao crack!" e fundou o esquema "eu digo ao craque, não!"

Bruno Silva

18 de maio de 2010

LIGERITO - Padre pelado é preso no Paraná!

Poderia ser apenas mais um trava línguas, mas foi o que ocorreu no último domingo (que é dia de missa!) Padre Silvio Andrei, após tomar umas cangebrinas, foi detido pela polícia de Ibiporã.

E na televisão (máquina de fabricar doidos, no dizer de Sérgio Porto) tá tudo uma me...smice! Na Globo, haja paciência para a Glenda! Daqui a pouco ela vai ficar comentando maquiagens! Já não bastava aquela besteira de "bonitão da copa", agora ela fica dizendo que sente "peninha da carinha do Neymar" quando o baby perde pênalti com paradinha escandalosa. Falando em paciência, isso é tudo que Rodrigo Pimentel não tem quando escuta alguma queixa contra a polícia! Praticamente um "relações públicas" da PM. Sempre defendendo aqueles que nem sempre nos defendem!

Se o Stanislaw estivesse vivo, coitado, teria que escrever um FEBEAPA por semana! E vamos parando por aqui, porque, a partir de 1 de junho, a paradinha estara proibida! Entenderam? Parar... paradinha...

Bruno Silva

16 de maio de 2010

GERAIS - Frases feitas e PC's.

Vim falar sobre duas coisas aparentemente desconexas: Frases feitas, ditados, máximas ou mínimas de orkut (ou Maktub, ou coisa que o não valha!), e eletroeletrônicos em geral (principalmente computadores).

"Casa de ferreiro, espeto de pau": Quanto mais se sabe consertar as coisas para os outros, tanto menos se consegue para si mesmo (lei da proporção inversa dos sucessos - uma variação inventada sobre a lei de murphy). Parece que os objetos inanimados de repente tomam vida (e uma malícia, ironia, sarcasmo desproporcionais!), obtendo dos seres vivos, e dos humanos em particular, somente a parte ruim, mais explícita e onipresente de todo modo (tanto neles quanto em nós). Chamam a isso de "Dispositivo Hiperativo de Detecção de Agente". Detectamos intencionalidade (e má no mais das vezes) em coisas tão irritantes quanto computadores, computadores e computadores! (nenhum outro objeto a meu ver é tão passível de unanimidade); mas também ocorre o mesmo em relação a Natureza (que imputamos má num terremoto ou boa numa brisa).

"Hoje pode ser um dia excelente e maravilhoso - só depende de você" - Frase do dia do Orkut.

Diga isso a um mendigo, um paciente, ou a um impaciente como eu. É o cúmulo do pensamento individualista-hiper-positivo! (espero que ainda se use hífen, aliás, como fica o foda-se na nova regra ortográfica?!)
Se as coisas (objetos ou não, tanto faz) fossem tão simples assim, não haveria tristeza, irritação ou insatisfação no mundo. E viveríamos eternamente felizes (o que creio que nos deixaria entediados..., mas só podemos experimentar a felicidade por conhecer a tristeza). Imagino que essa busca constante por pensar positivo em relação a TUDO deve deixar as pessoas num nível alto de estresse, ao procurar a todo e qualquer inconveniente convencer a si mesmo que há um lado bom (ou melhor, TEM DE HAVER UM!), lançando-as ainda num nível próprio de irrealidade pessoal, já que não encaram certas coisas com a seriedade (pra dizer o mínimo) com que devem ser encaradas. (Um exemplo banal se encontra no exagero das novelas de Manoel Carlos, onde a protagonista, por ser rica, nunca teve de enfrentar uma calçada no subúrbio para ver o quanto a vida de um deficiente físico é difícil, afinal, ela só anda de carrão).

A propósito: O ferreiro (amador em todo caso) sou eu. Meu espeto de pau o PC que vive entrando em colapso, do qual foi salvo diversas vezes. Mas sempre volta a dar problemas misteriosos.

Sempre quis inventar uma variação do ditado do ferreiro para o pedreiro...

Alguém se habilita?

Judeu Polaco

13 de maio de 2010

QUEM SE IMPORTA? - Quem se importa?!

Em Abu Dhabi, no hotel Emirates Palace, inauguraram um caixa eletrônico onde é possível comprar barras de ouro!! A barrinha ( de 5 e 10 gramas) saem por gaveta no lugar de cédulas. Pensando bem, os sheiks árabes (que quando nasceram os médicos fizeram macete de dinheiro infinito, só pode) devem se importar com isso.

Thiguim

ESPORTE - Seleção (porque não se tem outro assunto nesse época)

Depois da convocação do Soneca, apareceram várias outras "seleções brasileiras" escaladas com os jogadores deixados de lado. Uma do jornal O Globo me chamou a atenção. Segue.

Victor, Léo Moura, André Dias, Miranda e Marcelo; Lucas, Hernanes, Ganso e Ronaldinho; Neymar e Adriano.

Tá Léo Moura eu não concordo muito também não, mas o meio-campo chega a ser bonito, enche os olhos de lágrimas. Imagine uma interseção, saindo josué, felipe melo, julio baptista e elano e entrando esses 4 no lugar! Daria até pra torcer pra seleção do (in)Feliz.

Mas não é só por aqui que jogadores famosos e certamente melhores que os convocados ficaram de fora. Na França Benzema foi preterido, enquanto na Argentina o Maradona não levou o Cambiasso. Melhor assim. Mas quando penso no "elenco" argentino estremeço.

Só torço para que não façam vergonha, tipo não passar dos grupos ou ser eliminados com uma derrota contudente demais. Eu disse que não torço pra isso acontecer?? Desculpe, erro de digitação.

Thiguim