23 de fevereiro de 2011

Revolução na Líbia: "A Líbia é bombardeada/ a libido e o vírus..."


Queimem os livros de história, joguem fora os programas de aulas, senhores professores! O mundo mudou de vez. O que se assiste no mundo árabe pode sim ser classificado como fez o Walter em uma postagem anterior: "uma era das revoluções árabe"! A Líbia, bombardeada, procura se livrar do vírus Muammar Kadafi. É uma busca pelo "Alívio Imediato", para continuar nas referências a Humberto Gessinger. O exército está aderindo à revolução popular, embaixadores, diplomatas e ministros, favoráveis ao movimento popular (ou ao menos contrários à repressão que se abate), estão pedindo demissão. No mar de petróleo há uma onda revolucionária no ar; ou será no deserto?

"A onda" (Humberto Gessinger)

Força não há capaz de enfrentar
Uma idéia cujo tempo tenha chegado
A força não é capaz de salvar
Uma idéia cujo tempo tenha passado...


Bruno Silva

21 de fevereiro de 2011

1987 - Nunca foi legal. Mas sempre foi legítimo.

Queria escrever sobre o tema, mas qualquer coisa que escrevesse seria uma espécie de plágio desse texto que agora posto aqui, pois resume bem o que penso.

(Texto integral retirado do blog do jornalista José Ilan)



À essa altura, já nem fazia tanta diferença assim.

O título brasileiro de 1987, agora reconhecido oficialmente pela CBF, nunca esteve na galeria física, mas sempre frequentou o bom-senso da cultura popular, acima de paixões clubísticas.



Nunca foi legal. Mas sempre foi legítimo.

A decisão demorou demais. Idas e vindas de uma tal Taça de Bolinhas, atropelamento e morte da ética, desfaçatez dos que rasgaram acordos, tudo se permitiu na longa e injustificada espera.

Mas o reconhecimento oficial tem, pelo menos, um benefício prático: cobre de vergonha aqueles que cinicamente se aproveitaram da situação ambígua para se apropriar de fatos, glórias e símbolos que não lhes pertenciam.

Porque no fundo, todo mundo – até eles – já sabiam.

Com 24 anos de atraso, o Flamengo é declarado hexacampeão do Brasil.

É provável que tão cedo não haja taça. Talvez não haja carreata, festa do título ou comemoração até o sol raiar.

Mas por toda dificuldade e justiça, bem que merecia.

POLITICALHA - Como se rasgar um mesmo papel todos os dias...


Lê-se na Constituição, Artigo 7º, inciso IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas [do trabalhador] necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

E ainda no inciso XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;


A levar-se em consideração a indigna ou farsante disputa por míseros R$15,00 na queda-de-braço (ou decadénce) entre Governo e Centrais Sindicais por um salário ou de R$545 ou de R$560 (e havia a "revolucionária" proposta de R$600 dos tucanos e democratas!) é de se (re)fazer a pergunta que o Plínio de Arruda Sampaio fez à Dilma durante o programa eleitoral: "Gostaria de saber se a senhora viveria com um salário mínimo?". Outrossim, há de se lembrar a proposta do PCO de "salário vital de R$2.500", sim, porque, devemos nos perguntar profundamente isto: de que lado se encontra a utopia, exigir R$2.500,00 ou usufruir - vamos lá - "moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social" com R$545 ou R$560?!?!

O segundo inciso coloco por conta do básico setor comercial, onde "não se sabe mas se desconfia de muita coisa", isto é, de que não se cumpre a lei ordinariamente, especialmente talvez os trabalhadores de um certo supermercado da "Rua Maxwell, aberto até a meia-noite" e outros exemplos em feriados e afins. "Negociação Coletiva", "Flexibilização dos Contratos de Trabalho", dirão alguns liberais, quando se sabe que o tempo é tudo que um despossuído possui: "É tudo que eu posso oferecer...é pouco...é quase nada...mas é tudo que eu tenho, tudo que eu posso oferecer" já dizia o Humberto Gessinger (o tema da música era romântico, mas cai como uma luva, e acho que o próprio aprovaria meu emprego, ele, que gosta tanto de polissemias...). Como se sabe "Ninguém respeita a Constituição...Mas todos acreditam no futuro da Nação...Que país é esse?!". Respondemos como se fazia nos shows: "É a porra do Brasil"...

Walter Andrade

20 de fevereiro de 2011

"Lei Tiririca": reforma política e voto majoritário

Parece que a proposta de reforma política começará a ser debatida na próxima terça feira e terá, no centro das discussões, o problema do coeficiente eleitoral, este agente complicador do entendimento geral, impossibilitador do exercício pleno (ou encenação sem cortes) da democracia brasileira e garantidor da politicalha dos partidos políticos. Atualmente, o candidato não está apenas na dependência dos votos conquistados: em 2002 a eleição do impagável Éneas, que recebeu cerca de 1,5 milhões de voto, trouxe à reboque a entrada de Vanderlei Assis de Souza, que só teve 275 votos! Casos semelhantes foram registrados em 2006, na eleição do estilista Clodovil e, mais recentemente, com a eleição de Tiririca em 2010, que obteve aproximadamente 1,35 milhões de votos. A reforma pode significar o fim das coligações partidárias com interesses numéricos e o fim das aparições bizarras incumbidas de atrair votos para os partidos introduzirem seus agentes mais especializados (sabe Deus com quais propósitos!) É claro que a reforma não significará apenas isso, pois discutirá, entre outros pontos, o financiamento público das campanhas na expectativa de minimizarem os efeitos do lobby político e outras arestas do nosso sistema (porque ele está muito longe de ser redondo, apesar de permitir a manutenção de tantos círculos viciosos!). Pode ser, mas o horário eleitoral está prestes a ficar menos divertido!

Bruno Silva

11 de fevereiro de 2011

Uma "Era das Revoluções Árabe"?



O Egito toma a dianteira nos noticiários, e não sem razão, visto ser de fato o país mais importante da região do Saara e essencial para ALGUMA estabilidade geopolítica na região do Oriente Médio. O caso é que há outros países árabes onde semelhantes protestos - taxá-los de democráticos sem mais talvez seja imprudência ocidental... - estão se dando. Na Tunísia o presidente Zine El Abidine Ben Ali foi bem pra longe, fugindo do país em 14/01, depois de 23 anos no poder, com um detalhe interessante: os protestos começaram depois da divulgação pela "Wikileaks" de telegramas que revelavam casos de corrupção! O presidente do Iêmen, Ali Abdallah, há 32 anos no poder, anunciou no último dia 2 que não disputará a reeleição e que isto sim contribuirá para a formação de um "governo de unidade". A onda se espalha por países como Argélia, Sudão e Mauritânia, onde a prática da auto-imolação tem sido empregada contra os governos... (o que falar disso? sinceramente, não sei). Na Jordânia o rei empossou o novo governo prometendo mais liberdades individuais - até em Omã, de regime monárquico, houve protestos - e, se lembrarmos do (já) longo conflito no Iraque e Afeganistão, e do (ainda) mais longo problema palestino, um Hobsbawn já chamaria-os de "Era das Revoluções Árabes". Com maior prudência, porém, em relação a uma "História do Presente", sempre arriscada, já podemos pelo menos vislumbrar uma ebulição política no mundo árabe. Resta saber o que sairá disso, novas ditaduras teológicas ou novas democracias islâmicas?

Walter Andrade

10 de fevereiro de 2011

50 bilhões a menos: a vez de Dilma, de uma vez só!

"É melhor ser temida que amada neste país da cordialidade corrupta!" Essas foram palavras pronunciadas ontem (09/02) por Arnaldo Jabor. Elas fazem referências que não são tão conhecidas, embora sejam evidentes: Para os que começam a governar um dominio novo é melhor ser temido ou amado? Era a questão a que Maquiavel, o "imoral" quinhentista da terra de Berlusconi (que começa a conhecer o peso real de uma mulher de 17!), procurava dar resposta. O tese do Brasil do homem cordial, por sua vez, é uma reflexão do sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda (sim, tem a ver com o Aurélio do dicionário e com o Chico Buarque!) Mas percebo que o texto, a exemplo do que acontece com nossa economia, começa a se afastar do rumo. Voltemos ao tema central: as palavras de Jabor.
Ele comentava a recente e amarga notícia do corte de 50 bilhões de reais no orçamento da União. Tá certo, há muita contenção de gastos abusivos, há também o anúncio de uma procura pelos desvios orçamentários do país. Mas o fato é que o corte vai doer para os que se preparavam para os concursos públicos federais, e também para aqueles já aprovados e que, agora, se encontram impedidos de nomeação.
A antiga medicina ensina (e não foi minha intenção fazer a rima) que o remédio amargo é o mais eficiente, e que "o que arde cura". Pode ser, mas se se tentasse impedir o abusivo aumento de salário da politicalha legislativa já seria uma colherinha de açucar no café amargo que se oferece para curar a ressaca de uma embriaguez econômica que começa a causar dor de cabeça!

Bruno Silva

3 de fevereiro de 2011

Explosões pelo mundo - Mubarak Obama

O Egito é um país predominantemente muçulmano. É composto por uma maioria sunita, sendo que outras minorias religiosas, como os ortodoxos e coptas, também marcam presença no país. Por que estou falando isso? Porque nos últimos dias os jornais noticiam incessantemente a revolução por vir no Egito. Parece que o Hosni Mubarak, presidente desde 1981, e que parece ter sido mumificado, já que não aparenta ter a idade que tem (82 anos); parece, eu dizia, que o Mubarak não acompanhou as modificações da história (que ele viveu quase desde o início) e ainda pensa que o Egito está no tempo dos faraós, sendo ele mesmo um novo faraó com mais longevidade do que o jovem Tuntankamom. Ora, se for o caso, é bom ele se preparar para o encontro inevitável com Osíris e sua balança de corações, porque o tempo dele está chegando! E o Obama? Bom, além da boa oportunidade para o trocadilho, parece que o presidente "yes, we can!" está de saia justas com a situação, pois desejaria que o Mubarak se retirasse do poder, mas não pode ("no, we can't!") pedir que ele faça isso, pois como sempre (isso sim parece não mudar) os EUA estão na difícil situação de quem cultiva na mesma fazenda diplomática lobos e ovelhas, uma vez que é aliado de políticos de mesma estirpe oriente afora!

Bruno Silva

25 de janeiro de 2011

Bravo Tom! O aniversário do maestro Tom Jobim

Du Bruni
Se ainda estivesse nesse mundo (porque vivo com certeza está) o maestro Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim teria a aparência de um senhor com oitenta e quatro anos de idade. É curioso que Tom Jobim tenha nascido no primeiro mês do ano e partido no último: de dó a sí lá se vão doze semitons; nos doze meses de um ano lá se vai um Tom inteiro!
Sobre ele, Ruy Castro uma vez disse o seguinte: "Toda vez que Tom abriu o piano, o mundo melhorou. Mesmo que por poucos minutos , tornou-se um mundo mais harmônico melódico e poético. Todas as desgraças individuais ou coletivas pareciam menores porque , naquele momento , havia um homem dedicando-se a produzir beleza. O que resultasse de seu gesto de abrir o piano , uma nota , uma acorde , uma canção , vinha tão carregado de excelência , sensibilidade e sabedoria que ,expostos a sua criação , todos nós , seus ouvintes , também melhorávamos como seres humanos ". ( texto : Ruy Castro .)
Hoje, quando não nos resta senão recordar suas músicas através de gravações, o mundo está um pouco mais feio.
Outras águas de outros meses passaram sem deixar promessas de vida no coração de ninguém! A casa em que o Tom compôs "Águas de Março", em São José do Vale do Rio Preto, foi destruída pela desgraça que se abateu sobre a região serrana do Rio de Janeiro, outra paixão de Tom além da cidade que o maestro amou e ajudou a inventar cantando.
A maneira melhor de se comemorar o aniversário do gênio da música brasileira, penso, é colocar um cd pra tocar e procurar se reconciliar com a vida e a leveza que nos chegam por acordes impossíveis de um piano de magia.
Aos que ainda não conhecem a fundo a obra do maestro Tom Jobim, eis uma data propícia para fazê-lo. Àqueles que já são admiradores: aproveitemos o dia.

Bruno Silva

11 de janeiro de 2011



Como diz na legenda da foto ao lado, Ronaldinho está no Flamengo. Uma contratação gigante, como o futebol que possui o jogador em questão.
Muitos estão em dúvida se será boa para o clube, pois é um jogador em decadência e notívago. Para esses digo que, se Ronaldinho tiver nesse contrato com o Fla (se serão realmente 4 anos? Aaaaacho que non...) apenas 8 ou 9 grandes apresentações no ano, já terá feito mais que todo o elenco rubro-negro junto. Como gostam de dizer os comentaristas esportivos, é um jogador "de rara habilidade e que pode decidir um jogo em um passe ou um chute genial."
E existem outros torcedores, e me incluo nesse grupo, que quer só comemorar a contratação de um ídolo e gozar com a cara dos torcedores de outros times. Que chorem.

Apesar de existirem pessoas que irão torcer pelo fracasso dele, pensem antes: Quantos de vocês já se pegaram pensando "a o Ronaldinho no meu time...". Pois bem. Nós rubro-negros não precisamos mais imaginar. Somente ler as notícias do dia.

P.S.: Isso se falar no Thiago Neves, que já me irritou muito quando jogava pelo Flu. Acometido pela esperança besta de toda nação flamenguista em início de ano, ganharemos tudo que disputarmos. Tenho dito.


Thiguim

10 de janeiro de 2011

Estranhezas do futebol: entre a dedada e o chute na cara.



O ano começou igual para mim, que não ganhei na mega da virada, igual para o Felipe Melo, que tomou um vermelhaço depois de dar um chute de sola na cara do Paci, zagueiro do Parma. Para este o ano começou ruim... Ainda na Itália, o jogador Cassano, na estréia em seu novo time, o Milan, deu uma dedada no companheiro de equipe... Mas poderia ter sido pior: e se fosse o Felipe Melo com mania de proctologista?


Bruno Silva

9 de janeiro de 2011

PENSAMENTOS SOLTOS - O lado existencialmente positivo da hierarquia

* Pirâmide de Chichen-Itza, México

A hierarquia está no trabalho, no ensino (locais onde é oficial e propagandeada), na família (dissimulada, às vezes mais manifesta), no namoro (implícita mas comum) e até na diversão (área comum e área VIP). Diz-se que nosso (meu, seu?!) povo parece ter um certo horror às diferenças sociais, às patentes. "Tudo junto e misturado" aparenta ser a última palavra-de-desordem. Admito que partilho desse asco ao "Senhor Doutor...", quanto mais ao "Vossa Excelência..." nada excelsa, os pronomes de tratamento nobres mais são fórmulas mofadas, amareladas em livros didáticos. O Brasil não é cerimonioso, ainda que seja muito ritual. Confesso que (mea culpa partiale) tenho lá meus preconceitos com Roberto da Matta por conta da ideia de que a novela das oito (nove? dez?) seja o grande locus de debate político (acho que é conceder demais às TV's, que se orgulham muito e o convidam bastante não à toa). Então pra saber mais sobre o que estou falando seria bom ter lido mais antropologia brasileira... Todavia quero chamar atenção sobre o lado bom da hierarquia: ela garante ao menos o distanciamento mais precário entre os homens (e as mulheres!), já que conquistado por razões de patente ou efeito do poder do dinheiro, esse que gera uma hierarquia mais flexível, não vinculada necessariamente a uma posição social x ou y (é o caso da compra de locais VIP's numa festa). Como dizia uma amiga minha, Taís codinome "Muga", trata-se de "Very Important Putão" no mais da vezes, e esse é um dos problemas também...

No meu caso, acho que a hierarquia vale, apenas existencialmente falando aqui, para garantir as pessoas contra "as discórdias da igualdade" (nunca pensei que fosse citá-lo aqui, mas isso é Francisco Suárez, teólogo espanhol [1548-1617]). É como "viver em sociedade sendo o mínimo sociável possível". Em alguns momentos isso é importante, pelo menos do meu ponto de vista misantropo, solitário e "alternativo". É um modo de garantir a mínima paz possível, distante das multidões massacrantes, irrespiráveis, malcheirosas. Por isso nada melhor que festas em locais VIP's (ou ao menos com um limite numérico) ou ao ar livre. Bom, ao menos ele continua sendo...


Ps (uma convenção, já que pós-scriptum só tem sentido numa carta à mão): Uma van passava com os gritos do cobrador arrebanhando gente para um local de seropédica "Social! Social!", lembro de ter respondido "Antisocial!!!", ao que o rapaz me olhou encabulado. Acho que era dia de choppada de adm ou algo assim...

Walter Andrade

26 de dezembro de 2010

GERAIS - Réveillon, cidras, foguetórios e flores brancas...

Já passou o natal! Os Flinstones já comemoraram o seu natal ("na idade das pedras que não criam limo"), dando demonstração suficiente da cultura criada em torno desta celebração. Já empazinados de rabanada e panetone, esperamos o réveillon, termo, que conforme indica o já indispensável Wikipédia, é oriundo do verbo francês réveiller e que em português significa "despertar". É o momento em que milhões (e talvez esta seja uma estimativa modesta) de pessoas deixarão de fumar de uma vez por todas, de beber para toda a vida; outros tantos milhões iniciarão o regime revolucionário, mudarão de vida, trocarão de emprego, serão mais dóceis, etc... Uma série de promessas de calendário que poucos milhares (esta sim, com certeza uma estimativa das mais otimistas) chegarão a cumprir. Esse "despertar" será, para muitos (com a exceção garantida dos acertadores da mega da virada), exatamente igual ao da maioria dos dias. O saudoso Arthur da Távola, cronista brilhante, já ensinava: a natureza não sabe que o ano mudou. Para ela, o novo é cada estação.
Meu bom e nem tão velho pai sempre me diz: se faz algum sentido comemorar o 31 de dezembro, é pelo próprio 31 de dezembro, e não pelo 1 de janeiro. Comemora-se um ano que foi bom, ou comemoramos o final de um ano ruím. Dar boas vindas ao ponto de interrogação é que não tem muito cabimento, ao menos para meu pai, pessimista de primeira linha, e para este seu filho, que já possui quase a mesma idade do pai!

P.S.: Se é verdade que "todos nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou..." então está é uma das poucas postagens que faço do Brasil, pois vou acertar a mega e me mudar para algum destino de milionário.

Bruno Silva

23 de dezembro de 2010

POLITICALHA - A CBF e os campeões brasileiros

O Santos e o Palmeiras são, oficialmente, octacampeões brasieliros de futebol! Sou contra.

Sou contra, mas acho justo... Contra simplesmente porque dentro das minhas convicções jamais poderei concordar com uma decisão do Sr. Ricardo Teixeira.

A justiça se faz quando incluimos grandes idolos (e grandes times) nas estatisticas do nosso principal campeonato, Pelé, Ademir da Guia, Garrincha...

Penso que há excessos nesta unificação, dar dois títulos brasileiro em um ano macula as estatísticas, porém estou ciente da confusão que seria ter que escolher qual campeonato valeria em determinado ano...

Está feito, mas penso que ficou uma sensação de traquitanagem, principalmente pela pouca presença de ex-atletas na festa de premiação.

João Gabriel (que continua hexacampeão brasileiro)

22 de dezembro de 2010

Déjà vu e Djavú

Segundo o site Wikipédia “Déjà vu é uma reação psicológica fazendo com que sejam transmitidas idéias de que já esteve naquele lugar antes, já se viu aquelas pessoas, ou outro elemento externo. O termo é uma expressão da língua francesa que significa, literalmente, já visto.”

Tenho essa sensação sempre que o tédio me faz parar a TV em um canal de videoclipes. São tantos os "déjà véanus" ("já vivido"), "déjà lu" ("já lido"), "déjà entendu" ("já ouvido"), "déjà visité" ("já visitado")...

Frases como “shake your body” e “put your hands up” estão no topo de cada lista de top, me irrita como a música pop americana está cada dia menos original, mais chata e repetitiva!

Não quero dar uma de crítico de música ou levantar a bandeira de bandas independentes. Até porque já não tenho mais paciência para artistas e críticos em geral.

Mas e o “húmor”?

O humor nos tempos de cólera!

Cólera, Justin Bieber, Black eye peas, katy Perry e outras coisas contagiosas.

Falando em febre, não posso deixar de voltar os olhos para o nosso (vagabundo muito) querido: Brasil (com ‘S’ e com ‘Z’), copiamos muito bem nossos líderes, temos o don de transformar “im a single lady” em “hoje eu to soltera”, um legítimo tecnobrega!

Também tem sons de teclado, voz aguda, danças exóticas e jogadas de cabelo a banda com o nome mais verossimilhante e... eu diria: Honesto!

Banda Djavú!


João Gabriel (com a sensação de que já falei, pensei ou escrevi isso antes!)

21 de dezembro de 2010

Gerais - Tristezas natalinas

Agora é uma tristeza em verde e vermelho pendurada nas janelas e árvores de plástico. O Natal é uma nostalgia de coisas que não se podem explicar: temos saudades de outros natais que já não estão com nitidez na memória. Acho que não mudou tanto assim: panetone, coca-cola para combinar com o papai noel, jingles do comércio... Já não se compram cartões, é verdade; mas as mensagens chegam, prontas ou de improviso, nas caixas de e-mail, sites de relacionamento etc.
Há os que, como eu, acreditam que o nosso natal nunca será o de Nova Iorque; mas uma grande maioria ainda se esforça para tornar cada vez mais parecido o nosso verão de inferno em inverno, e fazem cair até neve de isopor sobre árvores falsas de florestas coníferas.
O Natal, não deveria, mas me enche de tristeza. O ano novo também, mas isso fica para mais tarde.

Bruno Silva

15 de dezembro de 2010

A Ciência Mágica

Hoje tomando banho pensei em como funciona a resistência do chuveiro; logo olhei para a lâmpada acesa do banheiro, e verifiquei que também não sei, concretamente, como ela funciona. As placas elétricas dos componentes de um computador, som, tevê?! Carros?! Fenômenos químicos, físicos, biológicos?! Idem...

Aquela coisa de "alienação do proletariado" pode ser ampliada exponencialmente: Nossa sociedade contemporânea herda e usufrui de todos os avanços tecnológicos de muitos gênios ao longo da história, mas tudo se passa como se fosse simples mágica, magia e não ciência, já que não temos (cons)ciência de como funcionam as coisas realmente. Como disse Arthur C. Clarke, em sua Terceira Lei, "qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia" (Richard Dawkins, Deus: um Delírio). Poucos podem dizer que não são alienados de fato. E, em vez de o conhecimento da humanidade nos fazer a todos progredir, acho, pelo menos nesse sentido e em alguns outros, que tende a nos tornar "ignorantes funcionais", análogo aos "analfabetos funcionais" que tanto vemos por aí.

Walter Andrade (que não sabe nem como funciona um site ou blog, mas que acha o blogspot foda!).

Gerais novamente

No fim de ano oque não muda? Dom Berlusconi continua sendo o "padrinho" do cenário político italiano, tendo condições mínimas de governabilidade, e condições máximas de lançar uma edição comentada de O Príncipe! No Brasil, o Oscar vai para Niemeyer (trocadilho ridículo!), que continua vivo e hoje completa 103 primaveras (completará mais um verão? tomara!)Tiroteio? ou é nas ruas do Rio ou nas escolas dos EUA: teve mais gente descarregando em cima de diretores em uma escola qualquer de um Estado tal nos EUA. Parece que cometeu suicídio depois. Porradeiro, troca de socos? ou é no UFC ou nas câmaras de vereadores no Brasil: assessores saem no tapa no Pará!
Enfim, nada de novo no front!






Putz!, ia esquecendo: O "Mazebra" despachou o Internacional com dois golaços! Felicidade dos gremistas, delírio deste são paulino cheio de rancor no coração! rs

Bruno Silva

26 de novembro de 2010

A propósito do texto anterior: reiterações...

Vim para falar da onda de caos que varre a cidade. Que varre em sentido contrário: de baixo do tapete para o meio da sala. No Rio de Janeiro, o morro só desce ao asfalto na enchente ou no enfretamento armado. Muita gente tem medo dessa aproximação do morro. Não percebem, porém, que o grande mal é a subida alucinada e clandestina do asfalto para o morro: é a subida para comprar drogas e canalizar o dinheiro para o tráfico. Não legalizam a maconha. No Tropa de Elite foi dito ao usuário "é você quem financia essa merda". Não está correto. Na verdade, "essa merda", o traficante e o usuário são elementos de um mesmo sanitário, sobre o qual se assenta toda uma legislação moralista e seus beneficiados diretos: a politicalha.
Eu verifico que há um certo otimismo amedrontado de grande parte: "finalmente eu acho que vai melhorar essa situação!". Fica o pé atrás: ou matam todos (e levam o Wagner Montes ao orgasmo), ou apenas reestruturam a geopolítica criminosa. Assim não adianta. Querem cortar o mal pela raíz, e não percebem que a solução talvez seja deixar a raíz crescer livremente, fora dos canteiros da criminalidade...

Bruno Silva

Que outro tema poderia ser?! A Guerra Urbana Carioca

"Sarajevo é brincadeira/Aqui é o Rio de Janeiro"...

Não sou lá de numerologia, e sei que isso pode esconder uma inclinação pouco pragmática, mas minha inclinação é mesmo o pensamento mais solto, aliás números é o que mais a imprensa e os institutos têm pra oferecer, então pretendo oferecer-lhes coisas diferentes, ideias.

O que estamos (ainda) assistindo por esses dias é a tentativa terrorista dos bandidos, mas de um terrorismo sem ideologia, ou um terrorismo de instinto de conservação, por assim dizer, de gerar pânico e medo na população. Por outro lado, a reação policial tem sido correta, inclusive em relação aos direitos humanos, que um certo fascismo popular e populista critica, e vocês sabem os meios onde se propagam e as pessoas que o veiculam. Ficou provado de todo modo a ausência de efetivo policial satisfatório e de equipamentos para essa resposta do governo estadual, tanto que necessitou de auxílio das forças armadas e da polícia federal. A reação dos traficantes à implantação das UPP's acelerou o enfrentamento com um dos locais de maior criminalidade carioca, a região da Penha. Forçou, de certo modo, ao governo reorganizar seu plano em direção à zona norte, pois as melhorias das UPP's estavam se dando primeiramente na Zona Sul, se por um lado em morros menores (a Rocinha e o Vidigal prosseguem incólumes) por causa do parco efetivo policial, não poderia deixar de causar desconfiança na população da zona norte de um acusado elitismo de Cabral (ou a mais geral de que só se está fazendo isso por causa da Copa e das Olimpíadas, mas, ainda sendo esses os motivos iniciais, espero que os efeitos permaneçam como "legado" de ambos os jogos). É preciso que as UPP's sejam também "Unidades de Políticas Públicas", como inteligentemente disse o candidato ao governo pelo PSOL nas últimas eleições. Outra coisa ainda é o controle sobre as mesmas, para que não se tornem novas milícias, como levantou José Padilha, diretor de Tropa de Elite (e estamos frente a um Tropa de Elite 3, documentário ao vivo e bem mais realista e inesperado que uma ficção pode ser).

Outra coisa deve ser dita nesse momento um pouco fascistoide e moralista: muito (não digo TUDO) do que está ocorrendo teria sido evitado se a moral conservadora brasileira não impedisse (como ainda impede) a legalização de drogas, ao menos da maconha e, a meu ver, da cocaína também (um caso como o Crack é mais delicado). Na Holanda a maconha é legalizada e existem clínicas para dependentes químicos (que no Brasil são 20 % da população que usa drogas ilegais, segundo ouvi numa dessas transmissões desses dias sobre a operação policial). O dinheiro proveniente da venda legal de maconha (para não falar dos empregos diretos e indiretos criados), os tributos que o governo ganharia (como ganha tanto sobre a taxação dos cigarros e em menor medida das bebidas) excederiam as necessidades financeiras dessas clínicas e esse excesso poderia ser investido na saúde como um todo também. Por que você pode consumir álcool (com moderação, dizem os comerciais, que poderiam ser estendidos às drogas hoje ilegais que citei em favor da descriminalização) e tabaco, e não pode algo tão menos corrosivo como a maconha?! O que está ocorrendo é, sim, culpa de todos nós, de um modo direto ou indireto, de um jeito ou de outro. Mas não é com o moralismo (como não é somente com repressão policial) que resolveremos nossos problemas sociais.

E nisto, ao menos nisto, penso... que ninguém pode dizer que não sou pragmático.

Walter Andrade

22 de novembro de 2010

Quando o Futebol joga contra: Paul McCartney

Não quero bancar o resmungão, mas se não fosse a Copa de 2014, o Maracanã não estaria fechado hoje, e o Paul viria tocar no Rio de Janeiro. Ficamos a mercê da Globo, que nunca abre mão de sua programação ordinária (no sentido original e no pejorativo também)! Saem-me com uma história de "melhores momentos do show", reduzindo quase três horas de música em mais ou menos uma hora de programação. Só tem um detalhe: trata-se de Paul McCartney, ou seja, todos os momentos são melhores momentos (observação do Walter)! O cara fica 17 anos sem vir ao Brasil, não há lugar para show no Rio e a Globo ainda me faz isso! Será que "Eleanor Rigby" não faz parte dessa famigerada seleção global? E "Something"?! Não quero desdenhar de ninguém, mas porque não deixam pra fazer isso com o especial Roberto Carlos?!

Bruno Silva